A necessidade de empresas e órgãos públicos como prefeituras de se adaptarem às exigências ambientais, especialmente para economizar e evitar danos à natureza, fez surgir uma nova carreira no mercado de trabalho. São os técnicos e gestores em meio ambiente, uma profissão em ascensão que também está na lista das carreiras de futuro (veja abaixo as de melhor futuro) reportadas pelo Se Liga desde a semana passada.
Nesta segunda reportagem da série, será possível conhecer que profissão é essa, a sua importância para o planeta e o campo de trabalho desse profissional que associa três características fundamentais: economia, meio ambiente e fator social. Em Franca, duas instituições de ensino (Unifran e Colégio Agrícola) já têm cursos específicos na área.
Diferente de agrônomos, químicos e biólogos, esse novo profissional administra questões voltadas ao meio ambiente de forma mais abrangente e precisa ter o dom de convencer as pessoas sobre a importância da preservação ambiental. Para os tecnólogos da área ouvidos pelo Se Liga a carreira também exige flexibilidade para lidar com as ambiguidades do mundo corporativo, atualização constante e força de vontade.
O futuro profissional precisa conhecer bem muitas ferramentas aplicáveis aos mais diversos ramos de atividade, como, por exemplo, entender os processos de licenciamento ambiental, legislação ambiental, sistemas de gestão ambiental, processos de caracterização de áreas contaminadas, entre outras competências consideradas essenciais para quem deseja se manter e ter sucesso no mercado cada vez mais competitivo.
Diretor do curso de tecnólogo em gestão ambiental da Unifran (Universidade de Franca), Marco Antônio Verzola diz que o profissional precisa ser ético, saber trabalhar em equipe e ter um conhecimento geral do mundo. “Conforme crescem as exigências na área de meio ambiente, maior é a demanda por profissionais específicos e com conhecimento profundo”, alertou.
Verzola disse também que em quatro anos de existência, o curso formou 40 alunos e outros 11 serão graduados no fim de 2009. “O campo de trabalho é promissor, pois muitas empresas precisam se adequar às leis ambientais que estão a cada dia mais rigorosas. O que antes era feito por um químico ou biólogo hoje está nas mãos de um técnico em meio ambiente”, finalizou.
Também professor da área e coordenador do curso técnico em meio ambiente e especialização em gestão ambiental da Escola Técnica Estadual “Carmelino Correia Júnior”, mais conhecido como Colégio Agrícola, Cláudio Ribeiro Sandoval acredita que as ações em busca de atitudes ambientais mais corretas fez crescer a busca por profissionais gabaritados da área. “A luta pelo uso racional da água e pela preservação de outros recursos naturais fez a profissão ganhar destaque e importância. Até 2010 as exigências aumentarão e o mercado precisará de mais profissionais”, explicou.
Estudante do curso técnico em meio ambiente no Colégio Agrícola, Diego Soares Neves, 21, diz que vê um futuro promissor na área, principalmente na região em que mora, em Goiás. “Moro em Paranaiguara e lá o profissional da área tem muito campo em razão da degradação do meio ambiente”, comentou. Ele é um dos 115 alunos da instituição (duas turmas de 40 e uma de 35 estudantes).
Além da indústria, que é o mercado tradicional, o profissional de meio ambiente pode trabalhar numa série de órgãos públicos e ONGs (Organizações Não-Governamentais). Não há um piso salarial para a categoria, mas o vencimento inicial varia de R$ 1,5 mil a R$ 2,5 mil. No caso de um gerente, depois de dez anos de profissão, o salário pode ultrapassar R$ 5 mil.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.