Crise deixa diarista sem seu emprego


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Até novembro do ano passado, a diarista Hordesa Aparecida dos Santos, 33, trabalhava de segunda a sexta-feira e, em algumas ocasiões, até aos sábados. Somente numa casa ia três vezes por semana. A partir de dezembro, a situação começou a mudar. O número de dias diminuiu e, não passou muito tempo, Hordesa acabou demitida. O motivo, segundo ela, foi o corte de gastos feito pelas patroas. "Em tempo de crise, a diarista, faxineira ou a doméstica é a primeira a perder o emprego. A patroa muitas vezes consegue fazer o serviço". Sem trabalho (Hordesa ganhava em média R$ 600 mensais), a diarista está com sete prestações da casa em que mora no Jardim Bonsucesso atrasadas e, para a situação não piorar, tem corrido atrás de bicos como garçonete e cantora em forrós. O marido de Hordesa é sapateiro. O casal tem uma filha de 12 anos. "Tenho aceitado de tudo, mas não está fácil. Se antes uma patroa pedia faxina uma vez por semana, agora só a cada 15 dias e em alguns casos até uma vez por mês".

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