`Só Deus e eu sabemos o quanto é difícil`, afirma a mãe


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No dia 23 de março de 2004, David Alves, com 14 anos na época, brincava no quintal do prédio em que morava. Eram 13 horas. De repente, ele desapareceu sem ser notado. David era um garoto caseiro, não tinha problemas com a polícia, estudava e não saía sem avisar os pais. Cinco anos se passaram e nada. A mãe do garoto, a dona de casa Teresa Cristina Fernandes Alves, 47, moradora do Parque Vicente Leporace, diz já ter feito o que podia. "Só Deus e eu sabemos o quanto é difícil. Não tem como explicar. É pior que um câncer, é pior do que uma aids. É pior que tudo", disse ela. O mais traumático é ter que ir ao IML reconhecer um corpo. “Fiz um exame de DNA para saber se uma ossada encontrada em Claraval era dele. O resultado demorou um ano. Foram 12 meses de tortura silenciosa”, disse a dona de casa.

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