Tira o pé do chão


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A música começa a tocar. Aos poucos ela vai entrando no ouvido e os pés começam a dar as primeiras batidas no chão. O corpo vai se mexendo quase que involuntariamente. A cabeça balança e quando menos se espera... pronto, você está dançando! Uma coisa é fato e ninguém discorda: dançar melhora a saúde. Para alguns, ela ainda estimula o convívio social, aumenta a autoestima e combate o estresse. Quem garante é a professora Nilza Lage, que dança há 30 anos - 25 como professora de ritmos como tango, balé, jazz, salsa, country, sertanejo, axé, funk, hip hop, dança de salão, indiana, forró, frevo, samba e todo e qualquer passo que balance o corpo. Suas aulas em uma cademia da cidade são um misto de tudo isso! E olha que o preço não é baixo: R$ 80 por mês. Nilza conta que começou a dançar balé clássico aos 9 anos, em Uberaba, sua cidade natal. De lá até aqui não parou nunca mais. Profissionalizou-se e fez faculdade de educação física. Hoje é coreógrafa, dançarina e professora em quatro academias de Franca e uma em Uberaba. Nilza dança todos os dias por no mínimo seis horas e definiu seu corpo assim, sem puxar peso ou fazer musculação. "Meu corpo é meu cartão de apresentação e a garantia de que dançar faz bem", explica. As aulas da professora não são apenas de um ritmo, começam com o pop internacional e termina com o axé. Este é, inclusive, o mais procurado pelos alunos. A professora garante que chega a eliminar 500 calorias por hora de aula. O ideal, segundo a professora, é que a pessoa encontre a sua maneira de se exercitar e seja feliz com isso. A dela é dançando. Ultimamente a exposição na mídia tem ajudado a difundir a dança. Após o início do quadro "Dança dos Famosos", no Domingão do Faustão, a procura pelas aulas na academia aumentaram 30%. Distante do modismo, Isabela Rodrigues Reis, de 27 anos, não quer apenas aprender a balançar o corpo, ela quer tonificar os músculos através dos passos da professora Nilza. Em seis meses, já eliminou 23 quilos. Ela faz acompanhamento nutricional e dança durante 45 minutos pelo menos uma vez ao dia. Para ela, que já fez musculação, a dança foi o que realmente fez a diferença. Tonificação dos músculos, aliás, é um dos benefícios da dança, mas não o único. Além de exterminar as gordurinhas extras ela aumenta a flexibilidade, melhora a postura, o controle da respiração, o condicionamento físico e a coordenação motora. Por isso é um tipo de exercício que não tem contraindicação e pode ser feito por homens e mulheres de qualquer idade. Por liberar endorfina, uma substância química natural, a dança, como qualquer atividade física, ajuda a relaxar e gera sensação de bem-estar e prazer. Assim fica fácil entender porque algumas pessoas ficam literalmente viciadas. Para quem acha que não vai aprender os passos certos ou não vai "dar conta do recado", a professora tranquiliza: "Todo mundo consegue aprender. O problema é que poucos sabem do que o corpo é capaz", brinca. O preconceito ainda é o maior inimigo dos rapazes que querem aprender a dançar ou usá-la para se exercitar. Na aula que o Se Liga acompanhou, apenas um homem se arriscava no meio das mulheres. É David Silva, que aderiu às aulas há um mês. Desde então, três vezes por semana sua presença é sagrada. Os resultados, segundo sua própria avaliação, são visíveis: 5,5 quilos a menos na balança, mais desenvoltura e flexibilidade, além de uma autoestima muito maior. "Se eu recomendo? Claro! Não há forma mais divertida de mexer com o corpo", garante.

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