As lojinhas instaladas nas garagens dos predinhos do Leporace devem ser demolidas. Uma comissão formada entre CDHU, Prefeitura e Ministério Público tem se reunido desde o início do ano para encontrar uma solução para as garagens do local que se transformaram em mais de 200 pontos comerciais. Das hipóteses em estudo, todas caminham para a mesma conclusão: a demolição dos cômodos. Nenhuma das partes envolvidas revela o teor das reuniões. Mas, apesar de o prefeito não confirmar oficialmente, fontes ligadas a seu gabinete garantem que é certa a derrubada de todas as construções. Para diminuir o impacto da medida, um centro comercial poderá ser criado nas imediações em terreno da própria CDHU.
A primeira ideia discutida entre as partes era regularizar as construções, mas a falta de instalações hidráulicas e elétricas nos locais inviabiliza a alternativa. Além do mais, o governo estadual estaria pressionando a todos para que os condomínios obedeçam seus projetos originais - no caso, o projeto proíbe construções nos espaços reservados para estacionamento de carros. A segunda hipótese em análise é demolir.
O mais recente encontro da comissão aconteceu no dia 26 de maio. “Em princípio não tínhamos propostas, na última reunião surgiu uma solução. A proposta é de regularizar, mas a regularização não implica a permanência”, disse o promotor Carlos Henrique Gasparotto, que se nega a detalhar o que vai acontecer, mas indica que o fim do “Shopping do Leporace” está próximo. “Não é para quem está ficar”, se limita a dizer.
Assim como Gasparotto, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) também prefere não expor todo o plano. Apenas faz questão de reforçar que o problema não é da Prefeitura. “Quem tem que resolver a questão é a CDHU, que, junto com o promotor, está trabalhando em cima disso”, disse. “Não há nenhuma possibilidade da Prefeitura regularizar. O que é irregular é irregular perante a lei”, acrescentou.
<b> A repórter Renata Modesto conversou com o promotor Carlos Gasparotto. OUÇA AQUI:</b>
<embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_d84adcf4_5ce2_11de_975f_0015c5f4d562" name="PlayerText" flashvars="auto_play=0&id=1_d84adcf4_5ce2_11de_975f_0015c5f4d562&meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Fdlmxhlypnb.query%3Fimage_size%3Dflash" width="304" height="30" style="float: left; margin-right: 10px;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/dlmxhlypnb--18564"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/dlmxhlypnb/1/1_d84adcf4_5ce2_11de_975f_0015c5f4d562/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a>
<i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/dlmxhlypnb--18564"><u>aqui</u></i></a>.
O gerente regional da CDHU, Evaldo Jardim, explicou que a CDHU não tem como regularizar a situação dos cômodos uma vez que o projeto original dos condomínios não previa esse tipo de construção. Com isso, todos os informais que montaram lojinhas nas garagens devem se preparar para enfrentar a mesma situação dos boloteiros que ocupavam áreas públicas. “Teve um descuido, um erro em relação ao Vicente Leporace. Estamos em tratativa junto ao Ministério Público e a Prefeitura Municipal para o processo de regularização”, disse, em entrevista na quarta-feira, também preferindo não antecipar o que já foi definido.
<b>SOLUÇÃO</b>
Certo é que as autoridades estão buscando uma alternativa que minimize o impacto que a demolição das cerca de 200 construções pode causar na cidade. Uma delas é o surgimento de outro centro comercial - em terreno do governo do Estado - para abrigar os comerciantes. O empecilho para a iniciativa é definir como quem tem uma lojinha no Leporace será contemplado com o novo espaço. Geralmente, a ocupação de espaços públicos só é permitida por meio de licitações, a exemplo do que acontece com os boloteiros da cidade que ainda esperam pela abertura da concorrência pelos espaços públicos.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.