O lavrador francano Lázaro Antônio da Silva, 41, - que morava no acampamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em Orlândia - foi morto a pauladas na noite do último sábado por integrantes do grupo que vive no local. Lázaro, que trabalhou como lavrador em Franca e morou em Restinga, foi linchado depois de esfaquear outro lavrador, Isaías Aparecido Crespim, 35. A polícia não sabe quantas pessoas participaram do crime.
De acordo com o delegado da Polícia Civil de Orlândia, Luís Carlos Silveira, a confusão começou quando Lázaro chegou ao acampamento depois de uma reunião em família onde teria consumido grande quantidade de bebida alcoólica. "Segundo testemunhas ouvidas na noite do assassinato, ele começou a discutir com sua mulher logo que chegou ao local. Na mesma hora, juntou um monte de gente em volta dos dois, mas a família dele conseguiu acalmar os ânimos", contou o delegado.
A trégua foi interrompida quando a mulher disse a Lázaro que ele não poderia passar aquela noite com ela. Em meio a muita discussão, o lavrador foi retirado do acampamento por outros moradores do local. "Ao ser posto para fora, ele teria ficado revoltado e chamado Isaías para a briga. O que o outro lavrador não sabia é que Lázaro estava armado com um facão", afirmou o delegado.
Foram dois golpes. O primeiro atingiu Isaías no estômago e ao tentar fugir recebeu a segunda estocada nas costas. Esta atingiu o fígado. "Imediatamente, iniciou-se uma grande confusão e os demais moradores do acampamento passaram a agredir Lázaro com pedaços de pau", contou Silveira.
[FOTO2]
A dona de casa Aparecida Maria Junqueira, 67, tia de Lázaro, acompanhou a briga. "Eu vi tudo", lamentou a dona de casa (leia mais em texto de apoio).
Isaías e Lázaro foram levados para a Santa Casa de Orlândia. Lázaro não resistiu e morreu no início da manhã de domingo. Isaías, ex-sapateiro em Franca, passou por cirurgia e ainda permanece internado, mas não corre risco de morte.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.