Semente pequena, frutos abundantes


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Em seu projeto, Deus propõe que sejamos como a semente de mostarda, que se torna *a maior das plantas da horta*.
Em seu projeto, Deus propõe que sejamos como a semente de mostarda, que se torna *a maior das plantas da horta*.
Hoje reiniciamos o ciclo de leituras dominicais do Tempo Comum até a solenidade de Cristo Rei. Neste período, teremos oportunidade de acompanhar a vida de Jesus nos aspectos não privilegiados no Ciclo de Natal e no Ciclo da Páscoa. À cada domingo, vivendo nossa Páscoa semanal, vamos aprender com Ele, assimilar seu mistério. Neste ano B, faremos isso com o evangelista Marcos. Tempo Comum não significa “sem importância” nem “rotina vazia”, mas isto sim, oportunidade para melhor conhecermos o plano de amor de nosso Deus, prenunciado no Primeiro Testamento e anunciado no Segundo Testamento por Jesus Cristo, Filho de Deus Pai, no amor do Espírito Santo. Na leitura do Antigo Testamento, o profeta Ezequiel lembra o que Deus diz: “Eu próprio arrancarei um ramo novo e vou plantá-lo num monte muito alto e ele lançará ramos e dará frutos e tornar-se-á um cedro majestoso”. No contexto de Ezequiel, ele está se referindo ao povo exilado na Babilônia. Com essas palavras inspiradas, quer transmitir esperança àqueles que se encontram longe de sua terra, escravizados, sofredores, sem horizontes de vida. Neste ambiente, Ezequiel mostra, por imagens, que Deus é fiel e que quer construir, com seu povo, a história da salvação. Na Carta de Paulo aos Coríntios que hoje ouvimos, o apóstolo começa exatamente sublinhando a confiança que inunda aqueles que creem em Jesus Cristo. Paulo também se refere a exilados, porém não a um povo que está distante de seu país. Refere-se, portanto, a nós todos cristãos que peregrinamos neste mundo, visando ao retorno para junto do Pai, ao final de nossa vida e ao final dos tempos, no reino que não terá fim. No Evangelho de hoje, o Mestre recorre à imagem da semente lançada na terra pelo agricultor, a qual, depois de cumprido seu ciclo de germinação e maturação, será por ele colhida. Somos nós esta semente que o Pai lança aqui na Terra, no mundo. Cumprido nosso ciclo de vida, ele virá nos colher. Em seu projeto, Deus propõe que sejamos como a semente de mostarda, que se torna “a maior das plantas da horta”. A semente lançada, que vai germinando, crescendo, expandindo-se, é nossa atuação como discípulos missionários em meio a uma sociedade que nem sempre atende os valores evangélicos. Eis por que nossa atuação visa, sobretudo, ao anúncio dos ensinamentos de Jesus Cristo, para que todos possam conhecê-lo e segui-lo. “A força desse anúncio será fecunda se fizermos com estilo adequado, com as atitudes do Mestre, tendo sempre a Eucaristia como fonte e cume de toda a atividade missionária”. <B>CORAÇÃO DE JESUS</B> Na próxima sexta-feira, dia 19, a Igreja celebra a solenidade do Sagrado Coração de Jesus. É uma data que une a devoção popular com a profundidade teológica. Muitas famílias se consagram ao Sagrado Coração, conservando uma imagem dele e outra do Coração de Maria em casa. E no dia 20, fazemos memória do Imaculado Coração de Maria. <B>ANO SACERDOTAL</B> Também no dia 19, sexta-feira, inicia-se o Ano Sacerdotal, convocado pelo Papa para rezar e refletir sobre o ministério ordenado na Igreja. <B>PARA MEDITAR</B> “A referência à pequenez da semente convida-nos a rever os nossos critérios de atuação e a nossa forma de olhar o mundo e os nossos irmãos. Por vezes, é naquilo que é pequeno, débil e aparentemente insignificante que Deus Se revela. Deus está nos pequenos, nos humildes, nos pobres, nos que renunciaram a esquemas de triunfalismo e de ostentação; e é deles que Deus Se serve para transformar o mundo. Atitudes de arrogância, de ambição desmedida, de poder a qualquer custo, não são sinais do Reino. Sempre que nos deixamos levar por tentações de grandeza, de orgulho, de prepotência, de vaidade, estamos a frustrar o projeto de Deus, a impedir que o Reino de Deus se torne realidade no mundo e nas nossas vidas”. (Padres Joaquim Garrido, - Manuel Barbosa e Ornelas Carvalho). <B>José Geraldo Segantin</B> <I>Pároco da Catedral de Franca</I> segantin@comerciodafranca.com.br

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