Tudo que está acontecendo com esses animais é culpa de uma população irresponsável e do descaso do poder público quanto à vida animal.Todo animal resgatado da rua é sofrido. Quando são (recolhidos) se encontram bem debilitados e fracos. É inevitável: alguns nem aguentam os primeiros socorros e acabam por morrerem nas primeiras horas. Então, todo o processo de tratamento e encaminhamento para adoção, quando possível, acaba sendo demorado. A melhora clínica é no dia-a-dia; às vezes, meses. Esses animais, quando foram retirados da Maria Luiza, estavam em tratamento veterinário diário. Tinha cadelas que pariram recentemente. Apesar de tudo que se tem contra as condições em que eles viviam, ao menos estavam sendo medicados por ela. Desde quando foram para o canil (municipal), deixaram de tomar remédio conforme prescrito. Os animais que ainda restam estão, sim, debilitados, e isso é visível. Basta ir ao canil para visitá-los. Ficaram piores. Dizer que iriam morrer de qualquer jeito, independente de estarem sob os cuidados da Maria Luiza ou do canil, é fácil; afinal de contas, para o poder público são `apenas` cães. E cães não têm título de eleitor. Cuidar de cachorro não dá status político tal como criança ou idoso dentro de uma unidade básica de saúde, quando necessitam de atendimento. Infelizmente isso nunca vai mudar. Pelo contrário. Além do poder público ser omisso na sua obrigação legal, tenta intimidar e atrapalhar aqueles que estão dispostos a cuidar desses animais por conta própria. Essa é nossa Franca do Imperador!
Karina Vieira Teixeira da Silva
Franca - SP
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