‘Parei de atuar’, declara profissional acusado


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A reportagem ligou para a casa do advogado se passando por um cliente interessado em contratar seus serviços no início da tarde de ontem. Uma mulher, que se identificou como Milena e disse ser irmã de Daniel, informou que ele havia saído e que deveria estar no Fórum ou com algum cliente. Às 17h40, o advogado foi localizado e informado do teor da reportagem. Admitiu estar suspenso, mas negou estar exercendo a profissão. Sobre a condenação, afirmou não ter retido dinheiro do comerciante. "Repassei a ele tudo o que recebi, mas não peguei recibo. Por isso, fiquei sem ter como provar. Fiquei nervoso e resolvi largar mão disto. Quando pensar em voltar a advogar, eu resolvo isto". Informado de que a irmã dele havia dito que continuava a advogar, se justificou. "Ela não mora aqui e não sabe detalhes. Para ela, ainda sou advogado. Vou falar para ela depois". Sobre os oito processos abertos na OAB após ter sido impedido de exercer a profissão, afirmou não ter atuado como advogado. "Fui apenas intermediário para ajudar uma ou outra pessoa. Nada que entrasse em juízo".

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