‘Julgar é um momento muito difícil, solitário’


| Tempo de leitura: 2 min
Depois da palestra aos funcionários do GCN, o juiz falou sobre sua função e contou detalhes de sua vida particular. <b>Comércio da Franca</b> - Como o senhor define a responsabilidade de julgar? <b>Alexandre Alliprandino</b> - É um momento difícil, solitário. Todo magistrado sabe da responsabilidade e dos efeitos de suas decisões na vida das pessoas. O magistrado, como todo ser humano, sofre muito. Sofre por diversas questões, principalmente porque nem sempre ele tem como saber toda a realidade. É um processo difícil, mas foi uma missão que, voluntariamente, o magistrado se engajou. Ele buscou esta investidura e tenta, de todos os meios, cumprir a missão que lhe foi confiada da melhor maneira possível. <b>Comércio</b> - É certo dizer que um empregado sempre vai ganhar uma ação judicial? <b>Alexandre Alliprandino</b> - Esta é uma ideia que as pessoas têm há muito tempo e que não corresponde à verdade. A Justiça do Trabalho tem por objetivo realizar a justiça no caso concreto. Obviamente, os pedidos nas reclamações trabalhistas são inúmeros. Invariavelmente, o empregado vai ver acolhido um ou dois. Isto não quer dizer que ele foi o vencedor em todos eles. E, na verdade, encaramos como uma recomposição de algo que o trabalhador perdeu anteriormente. A Justiça do Trabalho está lá para distribuir justiça e, muitas vezes, absolver aqueles empregadores que cumprem com os normativos da legislação trabalhista. <b>Comércio</b> - Como é a rotina do senhor fora do trabalho? <b>Alexandre Alliprandino</b> - Sou um ser humano como outro qualquer, que sabe da responsabilidade do cargo e que procura ter uma conduta proba, também, na sua vida social. Faço isto por convicção de fé, por ser cristão, não pelo exercício de minha função. Gosto de jogar futebol, de assistir filmes, de ver televisão e ler jornais. Estudo e faço cursos de idioma. A noção que as pessoas têm de um juiz, como uma pessoa desintegrada da sociedade, é completamente equivocada.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários