Adriana Telini foi presa no dia 20 de março. Com duas prisões preventivas decretadas pela Justiça há um ano, ela estava escondida no Jardim Bom Retiro, em Sumaré, na região de Campinas. No momento da abordagem policial, apresentou um RG falso. Teria comprado o documento por R$ 250 para poder visitar o noivo na cadeia sem levantar suspeitas.
O RG falso complicou ainda mais a situação da advogada, que já respondia por tentativa de latrocínio, formação de quadrilha e associação para o tráfico. Diante do novo crime, foi autuada em flagrante por uso de documento falso. Ao tomar conhecimento deste caso, o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Franca, Ivam da Cunha Sousa, remeteu o processo ao TED (Tribunal de Ética e Disciplina) de Ribeirão Preto, pedindo a suspensão provisória de Adriana Telini dos quadros da Ordem.
Em julgamento realizado no dia 29 de maio, ela foi absolvida por oito votos a sete e manteve sua inscrição e o direito de continuar advogando. “Se ela estivesse solta, poderia estar advogando normalmente. Somos contra e entendemos que ela deva ser excluída, mas temos que nos submeter à lei e ao estatuto da advocacia”, comentou Ivam.
O presidente do TED, Luiz Gastão de Oliveira Rocha, disse que o caso corre em segredo de Justiça e que não poderia fazer comentários. O advogado Rui Engrácia disse que não havia provas para que Adriana Telini fosse suspensa. Ela responde a outros dois processos de suspensão em fase de recursos nas instâncias superiores.
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