Morreu o empresário Mário Bettarello, aos 91 anos


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O sepultamento aconteceu ontem, sexta-feira, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras
O sepultamento aconteceu ontem, sexta-feira, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras
Morreu às 4 horas da sexta-feira, 5 de junho, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Joaquim, o conhecido empresário Mário Bettarello, aos 91 anos. Há dois meses sofreu uma queda com fratura de fêmur que o levou ao leito. Bastante debilitado, nos últimos dias foi acometido por pneumonia e veio a óbito. Até a queda, Mário vinha trabalhando normalmente no setor de contabilidade na Beta Hidroturbinas, de seu filho. Era batataense, a exemplo de sua mulher, Maria Adelaide Tambellini Bettarello. Tiveram 66 anos de vida em comum e três filhos, Antônio Carlos, casado com Aparecida Helena; Maria da Graça, casada com Reinaldo Meyer e já falecida; Maria Stela, separada. Dos enlaces dos filhos nasceram seis netos (Eduardo, casado com Luciana; Carlos Augusto, Flávio, Nathália, Marília, Isabella) e uma bisneta, Giovanna. Iniciou sua vida de trabalho ainda muito cedo, como entregador de jornais. Com Hugo Bettarello fundou Calçados Paratodos. Continuou atuando no setor calçadista até meados da década de 80, quando aposentou-se, mas não deixou de trabalhar, tornando-se responsável pela área de contabilidade da empresa de seu filho, Antônio Carlos. Atuou até sofrer a queda. Fundou em Franca, em parceria com o empresário Higino Caleiro, o Lions Clube denominado Franca Sobral. Dedicou-se à causa leonina junto à mulher Adi por 50 anos, ininterruptamente. Durante este período exerceu a presidência do clube de serviço por quatro vezes. Foi também governador, por uma gestão, do Distrito L-5 de Lions, região que compreendia em torno de 40 cidades, ainda segundo sua filha. Dentre as principais realizações do "casal leão" estão os tradicionais Bailes de Debutantes. Por muitos anos jovens aguardavam ansiosamente o momento de "serem apresentadas à sociedade, em seus primeiros bailes sociais". Mário e Adi não abriam mão de produzir roteiros que incluíam aulas de etiqueta, vestuário e cidadania, para as jovens debutantes. Recentemente, Mário viu tomar vida um de seus últimos sonhos para Lions: um Centro de Convivência do Idoso. A entidade foi construída pelo clube na área da sede do Lions Sobral, no Jardim Redentor. Não esteve na inauguração, acontecida na quinta-feira, 28 de maio último, em razão de nova internação, mas vibrou com a abertura do centro, que tem o apoio da Prefeitura Municipal. Foi pai, avô e bisavô caseiro, que gostava de conviver com a família. Sua marca mais importante, ainda de acordo com Maria Stela, era ser apaziguador. "Fazia tudo com calma e em paz. Passava tranquilidade a todos", disse ela. Religioso, podia ser visto quase diariamente em celebrações na Catedral de Nossa Senhora da Conceição. Seu corpo foi velado no São Vicente de Paulo. O sepultamento aconteceu ontem, sexta-feira, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras.

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