Opinião pública


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O sociólogo Speier assim se expressa acerca da opinião pública: `Consideramos como opinião pública as opiniões sobre assuntos de interesse da nação, livre e publicamente expressas por homens que não participam do governo e reivindicam para suas opiniões o direito de influenciarem ou determinarem as ações, o pessoal ou a estrutura de governo`. Democracia pressupõe representatividade e legitimidade. Sem a participação do representado através da opinião pública, a democracia não pode sobreviver. E é isso que acontece no Brasil. O político só estabelece convergência com o eleitor nos momentos eleitorais. Justificado o mandato através das eleições, passa a cuidar dos próprios interesses, esquecendo-se daquele que o legitimou para o desempenho da função e, o que é pior, se `lixando` para a opinião dos que o elegeram. A denominada `crise de representatividade` vivenciada no Brasil se dá em função do tratamento diferenciado que recebe o portador do mandato. A Constituição Federal legitima a democracia, a prática política atua em nome da exceção. Não foi sem motivo que a `Folha de São Paulo`, em 17 de maio, referiu-se à `Ditadura`, como `Ditabranda`, tema depois inteligentemente abordado em artigo pelo jornalista Alexandre Garcia (disponível em http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/nacional/ reescrever-a-historia/). O político brasileiro enfatiza a legitimidade em detrimento da representatividade. Administra para si e para as oligarquias nacionais e internacionais que o financiam e o mantêm no poder. Se compararmos a violência dos tempos atuais, o terror, a falta de segurança e a descrença da sociedade com relação à política, o Brasil está a caminho de se transformar em Venezuela ou Cuba. As instituições mais corruptas desse país, segundo pesquisa, são o Congresso Nacional e as Câmaras Municipais, ou seja, locais onde o Executivo tem total controle. A questão é: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, esse último em âmbito federal que é o que mais aparece, estão `se lixando` mesmo para a opinião pública. Opinião pública condescendente hoje se compra com cesta básica, bolsa-família (só se for de camundongos). A crise se torna ainda mais grave em decorrência da propaganda política do governo federal. Esta semana foi veiculado que a popularidade do presidente está em alta, 81%. Só que no carnaval deste ano o governador do Rio de Janeiro preparou uma claque para afastar risco de vaia sobre o presidente Lula e isso também está no artigo de Alexandre Garcia. Naquele início de ano a `popularidade` do `ente supremo` estava em alta, como agora. Como entender isso? Estranhamente, todas as pessoas com as quais se comenta acerca da administração dos comunistas têm opinião contrária ao que é veiculado pelas pesquisas de opinião. Estão insatisfeitas, chocadas, se sentem impotentes em face dos desmandos perpetrados pelos governos civis nesses mais de 25 anos de `democracia`. Alguns até comentam que os denominados governos `democráticos` têm a missão de destruir o País, entregá-lo à ingerência de pequenos grupos, que se encarregariam de manter a ignorância e a alienação de quase 200 milhões de pessoas. Engenharia social é o forte deles. Sabem como manipular as massas e tê-las em suas mãos sujas do sangue de inocentes e incautos. Será que não está na hora de moralizar os parlamentos, recuperar a credibilidade da democracia, lembrando sempre que `democracia` e `comunismo` se excluem mutuamente? Nadir Ap. Cabral Bernardino Advogada formada pela FDF, pós-graduada em Política e Estratégia e Direito Ambiental

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