Aquecedor solar popular


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A Alemanha investe em coletores solares, a Dinamarca em turbinas eólicas em pleno mar, os Estados Unidos estão a um passo de conseguir uma bactéria ou fungo que converta madeira em álcool (não seria o caso do governo federal investir em pesquisa equivalente explorando nossa fantástica microfauna do Cerrado e da Amazônia?), em suma, todos os países avançados investem em tecnologia verde. O Brasil só se resume a álcool de cana e biodiesel? O governo do Estado de São Paulo deu um passo que deve ser imitado por todos, inclusive prefeituras. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) assinou no início de maio, acordo com seis empresas fabricantes de aquecedores solares para fornecimento de 15 mil kits que serão instalados em casas populares. É um kit econômico, composto de um coletor, instalado sobre o telhado para absorver o calor e o reservatório térmico, onde a água é armazenada. Não existe aquecedor elétrico que mantenha a água quente noite e dia. Nos dias nublados, usa-se o chuveiro elétrico. Isso reduz as despesas dos mutuários com a conta de luz em cerca de 30%. Na região de Presidente Prudente, são 2.631 unidades, em Campinas, 2.423; Araraquara e Ribeirão Preto, 2.191; Baixada Santista, Vale do Paraíba e Sorocaba, 2.494; Bauru e Marília, 2.979; Araçatuba e São José do Rio Preto, 2.312. A concorrência originou uma “Ata de Registro de Preço” que poderá ser utilizada pelas prefeituras conveniadas com a CDHU para a construção de moradias pelo Programa Parceria com Municípios. A garantia dos equipamentos é de 5 anos e a vida útil, de 20 anos. Além disso, as distribuidoras Bandeirante Energia e CPFL Energia doarão 10.800 aquecedores solares para os conjuntos já entregues. Os prefeitos podem fazer sua parte também. Em Catanduva, onde 643 casas estão sendo construídas, o prefeito tomou a iniciativa de renegociar o contrato com a CDHU, para contratar pedreiros, encanadores e eletricistas, em reforço ao mutirão. É bom, mas é preciso fazer mais. Tanto o governo federal, o Estadual e, principalmente, o municipal podem e devem fazer muito mais. Pode-se instalar lâmpadas fluorescentes na casas populares; melhorar o uso da água através da coleta e armazenamento das águas das chuvas, para limpeza e jardins, veja-se quanto se gasta em coleta e tratamento. Além do reaproveitamento dever-se-ia também implantar, nas calçadas, tanques para infiltração da água de chuva excedente para a reposição do subsolo. Outras medidas urgentes são a coleta seletiva de lixo, de óleo de cozinha usado para produção de biodiesel, troca de válvulas hidras por caixas de descarga. E, finalizando, implementar a transformação de lixo orgânico em energia elétrica; e esgoto, em gás. Mario Eugenio Saturno Tecnologista sênior do INPE, professor do Instituto de Ensino Superior de Catanduva

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