Depois de apostar na contratação de executivos de mercado para comandar sua diretoria e conselho administrativo, o Grupo Amazonas voltou a ser dirigido pela família Pucci, fundadora da empresa há 62 anos. A consultoria liderada pelo ex-governador do Rio Grande do Sul, Antônio Britto, terminou em dezembro do ano passado abrindo caminho para uma fase de reestruturação que culminou com a demissão de 380 empregados, a eliminação de postos de gerência e direção e a integração de setores (solados, adesivos, compostos e logística). As mudanças permitiram centralizar as áreas administrativas das empresas que compõem o grupo e, na prática, nomes como Componam e Vinilex deixam de existir para que o nome Amazonas seja fortalecido.
Como parte desse processo de renovação e aproximação com seus funcionários, na sexta-feira passada o diretor-executivo do GCN (Grupo Corrêa Neves), que edita o Comércio da Franca, jornalista Corrêa Neves Júnior, foi convidado para uma palestra sobre integração entre setores e comunicação interna (leia mais nesta página). A ida do jornalista faz parte de uma iniciativa que o empresário Saulo Pucci, do Conselho de Administração do Grupo Amazonas, está chamando de “um novo momento da empresa”.
Sem entrar em detalhes, Saulo Pucci disse que a consultoria de Antônio Britto serviu para apontar falhas que a gestão anterior havia cometido, mas que deveria ter um fim. “A contribuição deles foi muito grande, mas entendemos que o negócio tem que ser conduzido por quem conhece a realidade da empresa e da cidade. O momento era de mudança, necessária para a perpetuação da empresa”, ponderou Saulo.
A decisão de encerrar a gestão de Antônio Britto, que começou em agosto de 2007, tomada paralelamente às 380 demissões ocorridas em dezembro do ano passado, fechou um período que Saulo classificou como “o pior e mais traumático” para a empresa.
<b>EM MUDANÇA</b>
Após resultados insatisfatórios no último trimestre do ano passado, a direção e os principais acionistas do Amazonas resolveram manter a presidência do grupo com a família e coube a Amílcar Pucci, que também ocupa a presidência do conselho administrativo, assumir o cargo.
Nesta nova etapa, várias mudanças foram postas em prática, como o enxugamento da estrutura, que eliminou alguns cargos de gerência, encurtando, como disse o gerente de Marketing do Amazonas, Ariano Novais, o tempo para tomadas de decisões e diminuindo o número de pessoas envolvidas, o que anteriormente acabava comprometendo o resultado de operações relativamente simples.
As áreas administrativas de todas as divisões passaram a trabalhar na sede, no Jardim Francano, exceção para a Quimicam Industrial, que funciona na Rodovia Fábio Talarico. Mudanças também nos setores comercial, financeiro, contábil, tecnológico e administrativo que, agora, trabalham de forma unificada para todos os segmentos do grupo, ao contrário da gestão anterior, que tinha núcleos específicos para cada empresa.
Para Saulo Pucci, outras iniciativas foram importantes para que o Grupo Amazonas pudesse voltar a operar no azul, como negociações de imóveis pertencentes à empresa e à família, que serviram para reforçar o caixa em 2008. “Acho que ainda temos que melhorar muito, recuperar nosso lugar no mercado. Mas quem viu o Grupo Amazonas no meio e no final do ano passado e o vê agora, percebe que a empresa está passando por novos tempos”, disse.
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