Um comerciante foi detido pelos agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) acusado de comprar mais de mil metros de material sintético, usado na fabricação de calçados, que foi furtado em uma empresa no Jardim Guanabara. O produto estava no depósito da loja do acusado, que vai responder pelo crime de receptação em liberdade.
A polícia também descobriu o autor do crime que confessou como entrou na indústria de calçados e furtou 51 rolos do material. Segundo o rapaz, ele agiu sozinho. Arrombou uma das janelas laterais, desligou o alarme e retirou o material. "Ele pegou o produto e passou para intermediários que negociaram a venda com o comerciante", disse o delegado Adolfo Domingos Silveira Júnior, titular da DIG.
Na tarde de ontem, os policiais foram até o barracão pertencente ao comerciante WJF, 42, localizado no Parque Progresso e encontraram os rolos de sintético. Ele alegou para a polícia que comprou a mercadoria, avaliada em R$ 21 mil, por R$ 6 mil, mas não sabia que era furtada. "No local encontramos além da mercadoria furtada, matéria prima na fabricação de calçados sem notas fiscais. Ele cometeu crime contra a ordem tributária e uma equipe da Receita da Fazenda esteve no barracão onde o resto do produto foi apreendido e ele foi multado", disse Adolfo.
No final do dia, cinco pessoas que estariam envolvidas no crime foram identificadas. Parte do dinheiro que WJF pagou pela mercadoria foi recuperado pela polícia. Ele estava com intermediários da negociação que também vão responder a processo. "Todos foram fichados e vão responder em liberdade. As investigações não acabaram. Acreditamos na participação de mais uma outra pessoa envolvida com o bando", disse o delegado.
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