Rachaduras ameaçam quatro casas no Jovita de Melo


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INDIGNAÇÃO - O pedreiro José Teixeira da Silva mostra os danos na parede de um dos quartos da casa
INDIGNAÇÃO - O pedreiro José Teixeira da Silva mostra os danos na parede de um dos quartos da casa
O surgimento de imensas rachaduras nas paredes de quatro casas localizadas na Rua Otávio Franchini, no Residencial Jovita de Melo, está deixando os moradores preocupados com as condições de segurança de suas residências, que correm o risco até de desabar. Na semana passada uma equipe da Prefeitura fez uma inspeção técnica e interditou uma das casas, a que apresenta as piores condições. A Prefeitura sugeriu que os moradores fossem para o Abrigo Provisório, mas a oferta foi negada e eles decidiram continuar morando no local. Para aumentar ainda mais o drama dos moradores, não há como procurar os vendedores dos lotes: a Associação Comunitária Pró-Moradia, entidade que vendeu os terrenos do bairro há oito anos, está desativada. O corretor responsável pelo loteamento morreu há dois anos. As famílias afetadas pelo problema acusam os loteadores de negligência, afirmando que os mesmos sabiam da existência de uma mina d`água sob os terrenos a uma profundidade de três metros, o que estaria causando a instabilidade no subsolo das casas e por consequência as rachaduras. Morando com sua mulher e três filhos em uma residência ainda inacabada, o pedreiro José Teixeira da Silva está revoltado com as inúmeras rachaduras que surgiram em todos os cômodos de sua casa nos últimos seis meses. "Quando compramos o terreno ninguém falou nada sobre este problema. Construí o muro de arrimo, fiz as fundações e levantei a casa. Depois que tudo ficou pronto as paredes começaram a rachar. Até o chão está afundando", disse, revoltado. Por conta do problema, Teixeira desistiu de fazer as obras de acabamento da casa, como a colocação de pisos e azulejos. "O que adianta colocar e depois perder tudo? Não sou bobo, isso seria jogar mais dinheiro fora. Isso é um absurdo e alguém vai ter que ser responsabilizado por isso, ou seremos obrigados a procurar a Justiça", desabafou. <b>Ouça aqui o desabafo de um outro morador do bairro, o motorista Aristóteles Luciano da Silva:</b> <embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_adacbaa8_49f5_11de_8cef_0015c5f4d562" name="PlayerText" flashvars="auto_play=0&id=1_adacbaa8_49f5_11de_8cef_0015c5f4d562&meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Fnhzpxycbjl.query%3Fimage_size%3Dflash" width="304" height="30" style="float: left; margin-right: 10px;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/nhzpxycbjl--15174"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/nhzpxycbjl/1/1_adacbaa8_49f5_11de_8cef_0015c5f4d562/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a> <i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/nhzpxycbjl--15174"><u>aqui</u></i></a>. O vereador Vanderlei Tristão (PTB), que há oito anos auxiliou a Associação Comunitária Pró Moradia a comercializar os terrenos do Residencial Jovita de Mello, apontou duas possíveis causas para o surgimento das rachaduras, falhas na construção dos muros de arrimo e a existência de uma voçoroca e um brejo atrás dos terrenos. "Se a água estiver correndo ou se acumulando no subsolo, é possível que a terra esteja se deslocando de dentro para fora fazendo com que as casas sofram as avarias", completou Tristão. A Prefeitura aguarda os laudos de uma empresa de engenharia contratada para avaliar o problema para se manifestar.

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