As drogas se tornaram um mal a ser tratado como pandemia. O que acontece com esta família é o retrato do que acontece no resto do mundo: usuários de drogas praticam violência imensa com seu corpo, contra a família e contra a sociedade. Os dependentes químicos devem ser tratados como doentes, sem condição alguma de gerirem a própria vida. Tem que existir tratamento. Sem isso, a pessoa acometida não consegue sair. A população deve tirar as vendas dos olhos e começar a ver dependentes químicos não como marginalizados e sim, como doentes que chegam aos extremos da vida para alimentar o vício. As crises de abstinência são fortíssimas e podem levar à morte. Psicólogos, assistentes sociais, psiquiatras, exames laboratoriais, o mínimo aceitável para se dar início a qualquer tratamento médico, devem estar disponíveis nas Comunidades Terapêuticas. Locais de tratamento sem profissionais qualificados nada mais são do que abrigos para seres humanos doentes. Ressalto, no entanto, a necessidade de se dar importância à prevenção. Crianças precisam de escolas de tempo integral e cultura da paz na grade curricular. Locais de tratamento sem profissionais qualificados nada mais é do que abrigo de seres humanos doentes sem atendimento ao menos, digno. Vamos começar a pensar nas drogas como o maior câncer que a sociedade já viveu.
Eliana Justino
Proreavi - Franca - SP
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