O aumento no preço do leite terá impacto direto nas finanças da enfermeira Maria de Fátima Telles Lourenço, que trabalha como dama de companhia de um idoso e recebe R$ 600 mensais. Morando com seu filho de 2 anos em uma edícula no Jardim Noêmia, ela afirmou que vai estudar alternativas para alimentar o seu filho sem aumentar as despesas.
Atualmente ela gasta R$ 42 por mês com leite. Com o reajuste, este valor subirá para R$ 54. "Se o litro de leite passar para R$ 1,85 vou ter que pensar em outros alimentos para o café da manhã dele. Já pago R$ 200 de aluguel e ainda tenho despesas com água e energia. Vou pensar em outros alimentos pois com este preço não tem jeito de continuar comprando", disse ela, em tom de revolta.
Nem mesmo o final do período de entressafra do leite faz a enfermeira acreditar que o preço do produto será o mesmo cobrado hoje. "Eles sempre arrumam uma desculpa e e depois abaixam um pouco. Mas duvido que dentro de dois meses o saquinho custará R$ 1,40 como é agora".
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