A hora é essa


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Entre a história do Franca Basquete e a do Brasília, além da tradição que o primeiro ostenta em detrimento do adversário (que neste campeonato tem melhor campanha), há uma disputa ferrenha entre dois treinadores. Tanto Hélio Rubens Garcia quanto Lula Ferreira são comandantes vitoriosos e fazem do jogo deste domingo, às 13 horas, no Ginásio da Asceb, no Distrito Federal, uma disputa paralela. Quem vencer a partida levará sua equipe à semifinal do Novo Basquete Brasil e pegará o Minas Tênis, que eliminou o Bauru na série melhor de cinco em 3 a 0 (83 a 79, 74 a 47 e 75 a 74), no dia 27, a partir da próxima quarta-feira. Esta partida acontecerá em Belo Horizonte (MG) se o Brasília se classificar ou em Franca, caso a equipe local passe adiante. Vencer hoje é a chance de Hélio Rubens ou Lula mostrar sua supremacia no confronto direto. Em campeonatos nacionais, os dois se encontraram duas vezes. Em 2005, Hélio Rubens Garcia, pelo Uberlândia, despachou Lula Ferreira, pelo Ribeirão Preto, na semifinal (86 a 87, 95 a 85, 85 a 81 para a equipe mineira e 83 a 77, a única vitória dos paulistas). Em 2006, a história foi outra. Hélio Rubens, por Franca, ganhou de Lula, ainda no Ribeirão, no hexagonal final (95 a 88). Mas os dois times voltaram a se rivalizar na decisão do Brasileiro e no primeiro jogo, Ribeirão Preto superou o Franca por 63 a 61 no Poliesportivo. Só que a competição não terminou porque o Telemar/Rio de Janeiro impetrou liminar paralisando a competição e até hoje a decisão está sub judice. Um detalhe: se a briga entre Hélio e Lula for analisada mais abrangente, o segundo ganha. Na temporada 2005/2006, o Ribeirão de Lula tirou Franca da decisão do Paulista e da final dos Jogos Abertos, em Botucatu. Em totais de títulos, Hélio Rubens soma nove Brasileiros (é o técnico que mais ganhou no País) contra um, de Lula. Mas neste ano o responsável por Brasília decidirá em casa sua vaga para a semifinal e com um elenco fortíssimo. Franca não deve contar com Márcio Dornelles, que sofreu um estiramento de grau um na panturrilha esquerda. Deivisson poupado na vitória de sexta-feira à noite (74 a 73), está recuperado e pronto para jogar. Os dois treinadores não quiseram criar polêmica em uma disputa que está no quinto jogo. "A série está muito equilibrada e não poderia ser diferente entre duas equipes com este nível. Agora vamos tentar fazer valer o fator quadra", disse Lula Ferreira. "Vamos decidir na quinta partida, na casa do adversário. O jogo é duro, tudo pode acontecer. Perdemos aqui, ganhamos lá, perdemos aqui de novo, vamos tentar ganhar lá", opinou Hélio. Entre os jogadores, a concorrência não deixa de ser acirrada. "Estamos vivos, conseguimos levar ao quinto jogo e lá não vai ter favoritismo", bradou o ala/pivô Felipe. O ala Ratto assumiu a responsabilidade do confronto decisivo. "Infelizmente a gente não fechou a série e em casa nós temos que ganhar", afirmou. Sem muito tempo para preparar novas estratégias, os dois times viajaram de Franca para Brasília no sábado (o quarto jogo foi sexta no póli). As equipes, inclusive, fizeram o trajeto no mesmo avião. Para o time francano, manter o aproveitamento de dois pontos e lances livres, ir melhor na recuperação de bola e forçar erros do adversário com uma forte marcação é o melhor plano. Já que nos rebotes, o grupo candango está disparado na frente do adversário, com média de dois para cada um que o Franca consegue. "Já provamos que dá para vencer lá", ponderou o ala/pivô Rogério, o segundo melhor jogador do Vivo em eficiência em quadra.

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