No nosso calendário, Maio é um mês especial. É o mês das noivas, o mês das mães. Inobstante a exploração comercial em torno da data, é importante que repitamos o gesto de Ana Jarwis, comemorando o dia das mães que, aliás, deveria ser todos os dias, porquanto nada se equipara a esta função da mulher.
Por ela, a mulher nossa mãe dá-nos a vida corpórea após carregar-nos por 9 meses alimentando-nos no seu ventre com seus melhores recursos. Para nós que ainda somos muito atrasados, compreender o amor de Deus é muito difícil, conquanto reconheçamos ser ele a maior manifestação divina.
Para que possamos entender o amor de DEUS, podemos ter uma referência, ainda que pálida, pelo amor maternal, que a tudo renuncia em favor dos filhos. Alguém poderá perguntar: "mas, e estas mães que abandonam os filhos, que os jogam no lixo?". Evidentemente, não são mães! São perdoem-nos a agressividade do termo - procriadoras, reprodutoras. Nelas não há amor maternal, há apenas a função reprodutora.
Por isso, o Espiritismo conclama e ensina que a maternidade e a paternidade devem ser responsáveis. Isto é: o filho deve ser produto do amor que une duas pessoas e não um acontecimento fortuito, apenas biológico. É por esta razão que vemos tantos abortos, tantos abandonos. Todos são frutos do desconhecimento das Leis de Deus.
Diante do quadro, há os que postulam a liberação do abortamento para se evitar uma gravidez indesejável. Seria o mesmo que justificar um erro com outro erro. Ensina a Doutrina Espírita que todos devemos ser responsáveis ante uma gravidez. Se os recursos que Deus disponibiliza são os preservativos, os anticoncepcionais, que o casal se valha destes recursos e não pratique o crime do abortamento. Cabe lembrar, ainda que, a inteligência é um Dom de Deus e no-la deu para tornar-nos mais felizes. Assim, por que não pensarmos em planejamento familiar? Não planejamento de cima para baixo, imposto pelo Governo; ou sugerido pelas classes ricas às classes menos abastadas e que são as de maior prole.
O que ensina o Espiritismo é que o casal e só os dois orientado pelo médico e por pessoas credenciadas, tome a decisão após meditar e orar muito. Assim, teremos planejamento familiar que não violenta o livre arbítrio do casal. Também o Espiritismo, nos diversos Centros Espíritas, procura realizar cursos de gestantes a fim de melhor esclarecer quanto à responsabilidade do casal ante o filho que chega, especialmente mostrando ao futuro pai o quanto ele é responsável pelo espírito que retorna pela reencarnação, ao seu lar. Com o tempo poderá surgir, então, a maternidade/paternidade responsável que evitará que os filhos sejam fruto do desejo e tornem-se fruto do amor.
Quantos filhos? Cada casal saberá avaliar as suas condições e programar a quantidade de filhos, ponderando sobre a imensa responsabilidade que é receber um espírito filho de Deus para orientar, educar, dar segurança, tornando-o um membro útil da sociedade.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e membro da diretoria do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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