Frei José Pinto Ribeiro, OAR, morre aos 86 anos


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Frei José foi sepultado na quinta-feira, em Ribeirão Preto.
Frei José foi sepultado na quinta-feira, em Ribeirão Preto.
Morreu aos 30 minutos da quinta-feira, 21 de maio, em Ribeirão Preto, o conhecido e estimado frei José Pinto Ribeiro, da Ordem Agostiniana Recoleta (OAR), aos 86 anos. Estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Lucas, daquela cidade, desde a terça-feira, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que o deixou em estado de coma do qual não se recuperou. Era filho do casal Antenor Pinto Ribeiro e Maria Delfina Salomé e teve um irmão, o também padre Vicente Pinto Ribeiro, que atua em Guaxupé (MG). Desde cedo manifestou vocação para a vida religiosa. Foi sagrado sacerdote em 1947, aos 27 anos, passando a atuar junto ao Seminário de São José, em Ribeirão. Em 1953 assumiu, como pároco, a Igreja Matriz de Nossa da Conceição, de Franca, permanecendo no cargo até 1960, quando foi transferido, também como pároco, para a Igreja de Nossa Senhora das Graças, permanecendo alguns anos até reassumir docência no Seminário São José, novamente em Ribeirão. Só em 1963 voltaria a Franca, de novo como pároco da Igreja Matriz, ficando até 1969. Atuou, na mesma época, como diretor do Seminário de Nossa Senhora Aparecida. Dentre seus alunos estava Benedito – hoje o conhecido frei Dito, pároco da Igreja de Nossa Senhora das Graças – com quem estabeleceu fortes laços de amizade. Frei Dito conta que "naquele período, a partir de diretrizes emanadas do Concílio Vaticano II, 1965, a igreja Católica Apostólica Romana passou por grandes transformações, dentre as quais o fim das missas celebradas em latim e início da utilização das línguas próprias de cada País, pelo mundo inteiro". E que "frei José, professor nosso, procurava se atualizar, lendo, estudando e perguntando a nós, seus alunos, o que poderíamos lhe ensinar sobre a modernização. Ao celebrar, pedia que ouvíssemos com cuidado suas homilias porque queria saber se estava conseguindo se adequar às novidades propostas pelo Concílio. Ouvia pacientemente cada um e... mudava! Deu-nos continuadas lições de humildade!". Em sua história religiosa também constam o exercício de trabalho como "prior provincial" – mais alto cargo de cada uma das quatro províncias nacionais da Ordem Agostiniana Recoleta – da Paróquia e Seminário Santa Rita, sede da ordem em Ribeirão Preto. Entre 1982 e 1988 voltou a atuar como pároco na Igreja de Nossa Senhora das Graças, em Franca. Assumiu novamente o Seminário Nossa Senhora Aparecida a partir de 1988 e o conduziu até 1996, quando tornou, pela última vez a Ribeirão, "não em função da idade e sim, para dedicar-se à coordenação de grupos de reflexões bíblicas e de orações, ouvindo confissões e celebrar, diariamente", disse Frei Dito. O amigo de décadas, emocionado, disse também ao Comércio que "frei José se cuidava muito, realizando caminhadas periódicas no Parque Curupira, de Ribeirão. Dividia seu dia entre a atividade física, a leitura – "devorava" literatura de todo tipo e estava sistematicamente bem informado e as atividades sacerdotais. Publicou livro. Relacionava-se com muita facilidade com pessoas de todas as idades. Tinha o dom de desarmar espíritos com seu bom humor. Nos momentos mais pesados, contava uma piadinha que a todos contagiava e devolvia equilíbrio aos debates. Dono de memória prodigiosa, lembrava-se de aniversários de pessoas e enviava cartõezinhos de cumprimentos ou dava telefonemas. Sua forma de agir e ver o mundo vai nos fazer muita falta!". Frei José Pinto Ribeiro, OAR, escreveu para o Comércio da Franca, como colaborador, por mais de 40 anos. Seus textos, sempre apreciados, tinham leitores cativos. Ainda neste mês, a Editoria de Opinião publicou trabalhos seus, um, sobre o "Primeiro de Maio" e outro, sobre "Maio, o Mês de Maria", disponíveis para leitura em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=42866&materia= São%20 José%20e%20o%20trabalho e em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=43031&materia= Maio%20e%20suas%20riquezas). Seu corpo foi velado na Igreja de São José, em Ribeirão Preto, durante a manhã e parte da tarde da quinta-feira. Às 15 horas aconteceu missa solene de corpo presente. Foi sepultado ao final do dia, no Cemitério da Saudade daquela cidade.

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