Outro acusado de participar do assassinato do ex-prefeito de Igarapava, Gilberto Soares dos Santos, o "Giriri", foi julgado ontem em Franca. O aposentado Néder Cagliari, 74, foi levado ao banco dos réus sob a acusação de ser um dos mandantes do crime. Ele foi absolvido.
Giriri foi morto na noite de 10 de outubro de 1998. A chácara do ex-prefeito, que iniciava seu segundo mandato, foi invadida por cinco homens. Ele foi sequestrado, torturado e morto com 11 tiros em um canavial às margens da Via Anhanguera. O crime envolveu 14 pessoas, entre matadores, comerciantes, empresários e políticos.
Dez anos depois, apenas sete foram sentenciados. Em abril, Adnilson Soares da Silva foi condenado a 12 anos de reclusão. Segundo a acusação, ele era o encarregado de pagar a recompensa de R$ 30 mil aos pistoleiros contratados.
O julgamento de Néder despertou a atenção de um grande número de pessoas. Moradores de Igarapava e estudantes universitários ocuparam todos os lugares disponíveis no plenário do juri. Após três horas de debates, o promotor Carlos Ernani Constantino pediu a absolvição de Néder por falta de provas. Os jurados assim decidiram que não havia motivos para condená-lo. "Acredito que ele teve participação, mas entrego o caso nas mãos de Deus. Perdemos uma luta, mas a batalha continua", afirmou Rubiana Maria Custódio dos Santos, filha de Giriri e assistente de acusação. Outros dois acusados de envolvimento no assassinato serão julgados em julho.
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