Morreu na manhã de ontem o construtor de imóveis aposentado Augustinho Rezende Araújo, 79. Natural de Restinga, ele faria aniversário no dia 12 de junho. Augustinho era pai do ex-seminarista Hélder Massucato Rezende, 46, que no dia 24 de outubro de 2008, atirou em sua mãe, Lourdes, 75; em sua mulher, a cabeleireira Valéria Freitas Rezende, 37; nos três filhos - as gêmeas Júlia e Letícia, 11, e Alexandre, 7 - e cometeu suicídio. Apenas a nora de Augustinho e uma das netas, Júlia, sobreviveram. Augustinho não estava em casa no dia da tragédia. Tinha ido ao médico.
O crime aconteceu na residência dele, na Rua Ouvidor Freire, no Centro. O aposentado continuou morando no local. Para fazer companhia e cuidar dos afazeres domésticos, os familiares contrataram uma empregada para morar com ele. Uma das filhas é vizinha do imóvel e também prestava assistência ao pai.
Com a morte dos quatro familiares, Augustinho ficou muito abalado. Uma semana depois do crime, passou mal e chegou a ser hospitalizado. Ele já sofria de problemas respiratórios (enfisema), que se agravaram após o acontecido. Ele também tinha pressão alta e diabetes. Permaneceu debilitado por cerca de quatro meses, mas, segundo familiares, estava bem nas últimas semanas. “Ele ficou muito abalado com tudo e sempre chorava quando tocavam no assunto, mas, para nós, familiares, ele morreu porque chegou a hora. Não tem relação com a tragédia”, disse um dos parentes que pediu para não ser identificado.
O aposentado morreu em sua casa, na hora do almoço. Às 11 horas, ao se sentar à mesa, sentiu forte dor na barriga e pediu ajuda à sua empregada. A funcionária chamou a filha e o genro dele, que moram ao lado, e eles acionaram o resgate. Os bombeiros levaram Augustinho para a Santa Casa, onde deu entrada com vida, mas sofreu parada cardíaca e faleceu.
Augustinho era casado com Lourdes, que foi assassinada pelo filho. Teve quatro filhos. Apenas dois estão vivos. Segundo familiares próximos, eles ficaram muito abalados com a morte do pai e precisaram tomar calmante. O aposentado também tinha oito netos, entre eles Letícia e Alexandre, mortos na chacina ocorrida em outubro de 2008.
O corpo de Augustinho está sendo velado na sala 10 do Velório São Vicente. O enterro será às 8 horas de hoje no Cemitério da Saudade.
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