O esquema montado pelo acusado, segundo a polícia, pode ter vitimado comerciantes de diversos segmentos na cidade de Franca. Em depoimento para os investigadores, o administrador revelou que usava nomes de terceiros para "esquentar" os documentos. Por um preço de R$ 500, qualquer golpista poderia obter um CPF.
De posse de documentos "limpos" na praça, os estelionatários conseguiam abrir contas em bancos e obter talões de cheques e cartões de crédito. Também tinham caminho aberto para pegar empréstimos bancários e adquirir produtos caros, como eletroeletrônicos. A polícia ainda desconhece o número de golpes aplicados e os eventuais prejuízos causados. "Ele é especialista em arrumar (sic) CPF para quem o procurasse. Alega que esquentou 40 documentos, mas acreditamos que são mais", disse o delegado Adolfo Domingos.
A polícia também investiga se o administrador estaria envolvido no comércio irregular de carros alienados. "Com a venda de cédulas de identidade, carteiras de motorista e contratos de trabalho falsos facilmente se consegue financiar veículos e depois revendê-los. Esta é uma outra linha que acreditamos que ele poderia estar envolvido", disse o delegado.
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