Projeto de vida


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<b>COMPETÊNCIA E JUVENTUDE</B> - Os estudantes de arquitetura Mariana Neves e Filipi Gabriel posam no interior do Santantonio Caffé, cujo interior foi projetado pelo casal que cursa o último ano da faculdade: *Procuramos in
<b>COMPETÊNCIA E JUVENTUDE</B> - Os estudantes de arquitetura Mariana Neves e Filipi Gabriel posam no interior do Santantonio Caffé, cujo interior foi projetado pelo casal que cursa o último ano da faculdade: *Procuramos in
Já dizia Johann Wolfgang von Goethe, arquitetura é música petrificada. O profissional desta área faz muito mais do que desenhar plantas de casas e edifícios. Ele organiza espaços e cuida da estética de ambientes em qualquer situação espacial. Em tempos de superpopulação, ele tem ainda a responsabilidade de planejar urbanisticamente as cidades de forma a dar conforto e segurança aos seus habitantes. É ainda atribuído a este profissional o design de ambientes de tudo o que é construído pelo homem, como, por exemplo, o desenho de mobílias. Cada prédio, casa, igreja ou palácio foi antes projetada por um arquiteto. Com certeza você já ouviu falar em Oscar Niemeyer, um dos maiores arquitetos do mundo. Pois é, foi ele quem projetou a cidade de Brasília especialmente para ser a capital do Brasil. Ele começou como estudante assim como Mariana Ferreira Neves Garcia e Filipi Gabriel Lucas de Oliveira, ambos de 22 anos, estudantes de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Franca. O casal de namorados seria como qualquer outro aluno do curso não fosse um único detalhe: eles estão no quinto ano de arquitetura e já têm no currículo três grandes projetos. Todos reconhecidamente atraentes e marcados pelo bom gosto. Um sucesso. Como ainda são estudantes e não têm inscrição no CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo) eles não podem assinar os projetos. Mariana e Filipi trabalham em parceria com o engenheiro Rafael Furlan, mas já estagiaram com as arquitetas Fernanda Licursi e Zezé Buchalla. Atualmente os futuros arquitetos estão trabalhando na conclusão do curso. Mariana com o projeto de um Centro de Integração do Idoso para Franca e Filipi no Complexo de Apoio à Agricultura do Triângulo Mineiro. Além disso, trabalham na reforma do interior de alguns apartamentos. Juntos, eles já entregaram o projeto do interior da farmácia Nova Farma, em Nova Serrana, Minas Gerais; o salão de beleza Dipaula, na Avenida Eliza Verzola Gosuen; o da Loja Lu Ferreira e do Santantonio Caffe, na Avenida Dr. Ismael Alonso y Alonso. O que eles acham disso? O máximo, claro. Mas dizem já terem perdido muitas noites de sono e finais de semana desenhando projetos e desenvolvendo ideias. Mariana e Filipi não ligam muito para isso, já que são namorados caseiros e querem aproveitar a disposição e o tempo para se lançarem no mercado como profissionais experientes. Para o casal não há nada de anormal nisso. "Muitos alunos começam sua vida profissional ainda na faculdade, como nós. No quinto ano muitos já se sentem profissionais - e são", esclarece Mariana. Na faculdade, o casal destaca os projetos virtuais, mas contam que sentiram falta de um embasamento que mostre a arquitetura como ela é - e principalmente a relação e o sentido verdadeiro dela - que para eles é o espaço do ser humano, e não terceirizado e mecanizado, como muitos acreditam. "Ao contrário do que muitos pensam nós estudamos e muito para transformar e criar os espaços para o bem estar do homem. Afinal, lidamos com os sonhos dos clientes e isso não pode ser robotizado", explicou. Apesar de muito novos os estudantes já demonstram personalidade. Ela pode ser vista por exemplo, nos projetos do Caffé Santantonio e da Lu Ferreira, onde materiais de forma simples e pura, como concreto e madeira bruta, são os destaques. Na verdade, os projetos dos arquitetos juniores mostram que existe beleza e delicadeza em cada tipo de matéria-prima. <b>FUTURO PROJETADO </b> Mariana é natural de Franca, já Filipi é de São Gotardo, Estado de Minas Gerais. Quando forem de fato arquitetos pensam em montar um escritório próprio na cidade, já que acreditam que o mercado está aquecido para isso. Por enquanto, mesmo trabalhando como profissionais, ainda não recebem como tal. O casal não se importa com isso, já que diz acreditar ter maior valor a experiência adquirida com os trabalhos já realizados.

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