Igrejas buscam recursos para regularizar seus templos


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<b>REFORMAS</b> - Padre Fábio Girolamo, sobre a rampa de acesso para deficientes da paróquia Santa Rita
<b>REFORMAS</b> - Padre Fábio Girolamo, sobre a rampa de acesso para deficientes da paróquia Santa Rita
As igrejas de Franca estão se movimentando para atender as exigências feitas pelo Ministério Público quanto à acessibilidade de deficientes e à segurança dos fiéis nos prédios onde estão instaladas. Para tanto, fazem as contas de quanto dinheiro gastarão e estudam como conseguir os recursos. Entre as alternativas, campanhas para aumentar o número de ofertas dos fiéis e eventos, como quermesses. Há casos em que as reformas custarão R$ 100 mil. De acordo com a lei e dentro do que foi estabelecido com os órgãos responsáveis - além do MP também estão envolvidos a Prefeitura e o Corpo de Bombeiros -, os responsáveis pelos templos têm até dezembro para deixar tudo em ordem. Em caso de desobediência as igrejas podem responder a inquéritos civis e até serem interditadas. A preocupação em relação à segurança das igrejas começou em janeiro deste ano após o desabamento do teto da sede da Igreja Renascer em São Paulo, que matou nove mulheres e deixou mais de cem feridos. Para evitar algo semelhante em Franca, as autoridades exigem uma série de mudanças e adequações. A reportagem do Comércio ouviu os responsáveis por várias igrejas da cidade e todas estão buscando recursos para adequar seus prédios. É o caso da Igreja Presbiteriana Central, que usará os recursos que tem em caixa e reforçará durante os cultos a importância do dízimo entre os fiéis para arrecadar o dinheiro necessário. Entre as obras que o templo precisa fazer estão o rebaixamento de pias, sinalização de estacionamento para deficientes, instalação de extintores e luzes de emergência. “Já começamos o processo de adequação da igreja há alguns anos. Trocamos as escadas por rampas e até julho, no aniversário da igreja, pretendo concluir o restante”, disse o reverendo Allen Borges. Gerente administrativo da Assembleia de Deus, o pastor Edson Cunha estima que em torno de R$ 100 mil devem ser gastos para regularizar todos os 40 templos da religião na cidade. Apesar do valor das reformas, para evitar problemas com a fiscalização, as obras já foram iniciadas. “Mais da metade já deu entrada no alvará e começou os trabalhos. Na igreja sede, na Estação, também começamos a colocar os extintores, corrimões e luzes de emergência”, afirmou. O recurso para as melhorias vem do dízimo e das doações realizadas pelos membros.

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