Excesso de vagas afasta médicos de concurso


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O Pronto-Socorro “Doutor Janjão” atende uma média de 700 a 800 pessoas todos os dias. Em dias de pico, a demanda sobe para 1.200. Há momentos em que 17 médicos estão trabalhando ao mesmo tempo. Normalmente, um profissional atende de 30 a 50 pacientes durante o plantão de 12 horas. Apesar da intensidade do trabalho, para o médico Renato Del Bianco, diretor-técnico do PS, a baixa procura dos profissionais pelo concurso público está vinculada principalmente à oferta de vagas no mercado. “Hoje em dia, há plantonistas em todos os lugares. Há muitas vagas e poucos médicos. O profissional sempre procura a melhor proposta. Por isto, nem todos os cargos em aberto serão preenchidos”. Médico concursado da rede municipal há 13 anos, Bianco admite que outro problema são as instalações do PS, que não comportam mais a demanda e o excesso de pacientes provoca uma carga extra de desgaste nos profissionais. Por isto, muitos evitam trabalhar no local. “O número de atendimento está dentro do aceito pela Organização Mundial de Saúde, mas o problema é a grande pressão. São muitas pessoas forçando uma internação e a Santa Casa não aceita. Também é comum acompanhantes querendo entrar onde não é permitido e outros querendo passar na frente. Isto tudo gera um desgaste enorme”.

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