Adolescente procura


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<b>POR UM LUGAR AO SOL</B> - Rafael dos Santos Rossato, 16 anos, mostra sua carteira de trabalho: documento está à espera de sua primeira assinatura.
<b>POR UM LUGAR AO SOL</B> - Rafael dos Santos Rossato, 16 anos, mostra sua carteira de trabalho: documento está à espera de sua primeira assinatura.
Rafael dos Santos Rossato, 16, é estudante do segundo ano do Ensino Médio e há cinco meses procura emprego para poder ajudar nas despesas da família. Sem experiência tem encontrado dificuldades para conseguir uma oportunidade. Muitas vezes não sabe nem por onde começar a procurar. "Topo qualquer serviço. Quero é trabalhar", diz Rafael. Conquistar uma vaga no mercado de trabalho não é tarefa simples. Principalmente quando se é jovem. Em Franca, há em torno de 32 mil jovens, entre 16 e 24 anos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Para ajudar essa camada da população, a cidade conta com entidades que fornecem cursos gratuitos e auxiliam no encaminhamento para uma vaga de trabalho. Adolescentes a partir de 14 anos também são atendidos. Somente em três dessas entidades (Esac, Pró-Criança/Senai e Senac) há média de 1.200 candidatos por ano. Um dos mais concorridos é o de auxiliar administrativo da Esac (Escola de Aprendizagem e Cidadania de Franca), mais conhecida como Guarda Mirim. São duas turmas por ano, uma por semestre, com 120 vagas cada. O curso oferece noções básicas e as aulas acontecem de segunda a sexta-feira no período da tarde. "O jovem aprende práticas administrativas, marketing, matemática financeira, entre outras matérias. Os que mais se destacam são encaminhados para uma das empresas parceiras", disse a auxiliar de escritório da Esac, Valquíria Santos Oliveira. Atualmente 72 jovens trabalham como aprendizes com contrato que tem duração máxima de um ano e meio. Andrei Lucas de Melo, 16, conseguiu um emprego após participar do curso em 2008. Desde janeiro trabalha em uma indústria no Parque Universitário. Ele atua nas áreas de operador de telemarketing e auxiliar comercial e se diz feliz. Por oito horas trabalhadas recebe um salário mínimo. "Antes de terminar o curso me falaram da entrevista, fui e deu certo. Gosto daqui e se no final do contrato de aprendiz me aceitarem, fico, não pretendo sair", disse Melo. "Hoje pago meu curso e ajudo em casa". Também com grande procura o Programa ‘Vou Conseguir” do Pró-Criança e Senai, em parceria com as fábricas calçadistas da cidade, ensina a profissão de sapateiro eclético aos interessados. Por ano são três turmas com 32 alunos cada. O curso começa sempre em janeiro e conta com aulas teóricas e práticas. "O adolescente selecionado fica um período no Senai e o outro na fábrica. Depois, à noite, frequenta a escola", diz a diretora superintendente do Pró-Criança, Ana Maria Minervino. O Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) conta com o PET (Programa de Educação para o Trabalho) que ajuda a preparar o jovem com aulas de marketing, relacionamento, atendimento pessoal, desenvolvimento humano, comunicação e administração. O PET é gratuito e conta com aulas diárias no período da tarde, das 14 às 17h15. O curso tem duas turmas de 30 alunos por semestre. “Algumas empresas pedem funcionários e indicamos os melhores”, disse a coordenadora Cláudia Neri Chead. <a target="_blank" href="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/05/estudante-procura-emprego-1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2593" title="arte/comércio da franca" src="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/05/estudante-procura-emprego-1.jpg" alt="arte/comércio da franca" width="284" height="800" /></a> <em>*Clique na imagem para ampliar.</em>

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