Sepultura ‘encolhe’ no Cemitério da Saudade


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<b>PROBLEMA NO CEMITÉRIO</b> - A pespontadeira aposentada Vera Lúcia Manoel Mendes no túmulo de seus pais no Cemitério da Saudade. As sepulturas vizinhas invadiram o local, o que fez com que o túmulo fosse re
<b>PROBLEMA NO CEMITÉRIO</b> - A pespontadeira aposentada Vera Lúcia Manoel Mendes no túmulo de seus pais no Cemitério da Saudade. As sepulturas vizinhas invadiram o local, o que fez com que o túmulo fosse re
A pespontadeira aposentada Vera Lúcia Manoel Mendes, 55, teve uma desagradável surpresa ao visitar o túmulo de seus pais no Cemitério da Saudade em outubro do ano passado: o espaço tinha encolhido. As sepulturas vizinhas à de seus pais invadiram o local, o que fez com que o túmulo fosse reduzido à metade. Para piorar, não se sabe se os restos mortais do pai e da mãe de Vera continuam enterrados. Ela agora deve processar a Prefeitura de Franca e pede indenização de R$ 26 mil, só referente aos danos materiais. A Secretaria Municipal de Serviços e Meio Ambiente, responsável pela administração do cemitério, tentou fazer uma permuta e oferecer uma nova sepultura no Cemitério Santo Agostinho. A família herdeira não aceitou a proposta. O caso foi descoberto em outubro do ano passado e, desde então, foi aberto um processo administrativo na Prefeitura para apurar o que houve. Até a data de 29 de abril, a consulta ao processo dava que o caso está sendo analisado pelo Jurídico da Prefeitura. “Vamos procurar a melhor forma de resolver a situação” diz o secretário de Serviços e Meio Ambiente, Ismar Tavares, que confirmou o problema. Ontem a reportagem esteve no local e constatou a invasão. A sepultura na quadra 5 número 237 é de chão, sem túmulo ou outra demarcação semelhante e teve seu espaço reduzido pelas construções irregulares de três sepulturas vizinhas. Com a área restante, é impossível fazer sepultamentos, tampouco construir gavetas para baixo ou acima do limite do chão. “É um desrespeito. Não cabe nenhum caixão. Só se enterrar em pé”, disse Vera. <b>Ouça o desabafo de Vera Lucia Mendes:</b> <embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_1792e1c0_3ef9_11de_b73f_0015c5f4d4ea" name="PlayerText" flashvars="auto_play=0&id=1_1792e1c0_3ef9_11de_b73f_0015c5f4d4ea&meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Fsmfmlcwbxx.query%3Fimage_size%3Dflash" width="304" height="30" style="float: left; margin-right: 10px;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/smfmlcwbxx--15171"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/smfmlcwbxx/1/1_1792e1c0_3ef9_11de_b73f_0015c5f4d4ea/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a> <i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/smfmlcwbxx--15171"><u>aqui</u></i></a>. Para ela, o mais absurdo é o fato de não respeitarem o espaço onde seus pais foram enterrados. “Mexeram numa sepultura particular, perpétua, que o meu pai comprou em 1965, quando minha mãe morreu”. O último uso do espaço foi em 1979 quando da morte do pai de Vera. “Na época, estava tudo em ordem. Como eu e meus irmãos não temos costume de visitar o cemitério pois somos evangélicos, ela (a sepultura) ficou parada, mas ninguém tem autorização para mexer”. Vera não sabe dizer se os restos mortais de seus pais continuam no local ou foram removidos. A Prefeitura também não tem informações sobre o destino dos ossos. “Nós não mexemos. Se foi transferido, isso ocorreu em outra administração. Para saber se permanecem no local, é preciso pedir uma exumação e providenciar um novo espaço”, disse o secretário Ismar Tavares. A família pretende solicitar a exumação dos restos mortais e diz que não aceitará qualquer tipo de permuta oferecida pela Prefeitura. “É como trocar um casa do Centro por outra de um bairro mais distante. Não vou aceitar. Quero tudo que é do meu direito e completo”, disse Vera Lúcia. Somente da parte material da sepultura, Vera pede indenização de R$ 26 mil aos cofres públicos. O montante pela dor sentimental ainda não foi estipulado.

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