“É mais chocante para mim quando tenho que atender adolescentes e crianças”. Este foi o depoimento que a técnica de enfermagem, Rosimeire Aparecida Ramos (foto ao lado), 43, deu quando questionada sobre seus sentimentos ao ver que um paciente não sobreviveu. Por ter filhos nesta faixa etária, a funcionária se diz muito triste em ocasiões como essa. “Todas às vezes que vejo um menino ou uma menina da faixa etária de meus filhos me coloco no lugar das mães. É doloroso”.
Mesmo sofrendo com as eventuais perdas Rosimeire não deixa se abalar e continua seu trabalho todos os dias. “Temos que ser profissionais porque se for levar para o lado sentimental não trabalhamos”. A enfermeira também tenta separar sua vida pessoal do lado profissional, mas afirma ser impossível. “Para aguentar tem mesmo que ter o dom. Todas às vezes que alguém morre ou tem alta, leva um pedaço de mim”, disse. Há 12 anos na profissão Rosimeire atua no Hospital São Joaquim no setor de internação da Unidade II. Fazendo parte de uma equipe composta por oito técnicos e uma enfermeira-chefe, que supervisiona os trabalhos, tem turno matutino, das 2h30 às 18h30.
Leiliane Naves Dias, 29, é jovem. Ela é a supervisora responsável por dois setores do Hospital São Joaquim e uma equipe de oito pessoas. Há cinco anos na profissão, trabalhou na Santa Casa, e agora há três atua na mesma unidade de Rose. Sua rotina é de dez horas por dia, sem contar quando há emergência. Neste período supervisiona a unidade II, a de internação e a maternidade. É tanto trabalho que até esquece do tempo.
“Sempre gostei de cuidar do próximo. Desde criança era essa a carreira que pretendia seguir. Hoje estou satisfeita”, disse a mulher que fez questão de listar o que é necessário para quem deseja seguir a profissão: “ser enfermeira é respeitar e valorizar a vida das pessoas”.
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