A polêmica lista publicada em 2006 trouxe nomes de 180 autoridades que na visão da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) desrespeitaram as prerrogativas da profissão. O caso envolvendo o delegado Alan Bazalha Lopes, que o levou para “lista negra” da OAB, ocorreu em 2002.
Na época, como diretor da cadeia do Jardim Guanabara, ele se desentendeu com um advogado integrante da pastoral carcerária, que entregou à promotoria uma carta de um detento. Este alegava ter sido agredido por carcereiros. A situação levou o delegado a responder procedimento administrativo na Corregedoria dos Presídios.
“Ocorre que, na data da suposta agressão, os detentos não estavam mais na cadeia de Franca. Nem mesmo os funcionários citados na carta se encontravam na unidade. Como fomos vítimas de uma denúncia caluniosa, registrei um Termo Circunstanciado no 2º DP contra o advogado”, disse o delegado.
Outro francano fez parte da lista. O carcereiro Leandro César Giora na época chegou a comentar que entraria com ação contra a OAB, mas depois desistiu.
Na relação exibida no site da Ordem em 2006, constava os nomes de 54 juízes, 21 delegados de polícia, 17 promotores, 3 procuradores da República, 11 PMs, 6 escrivães, a Câmara de Vereadores de Mogi Guaçu, alguns vereadores de São Paulo, Mogi Mirim, Campinas e Rancharia, um diretor do jornal A Comarca, de Mogi Mirim, e o jornalista Élio Gaspari, da Folha de S. Paulo.
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