Ele Não Está Tão a Fim de Você e Star Trek chegam hoje às salas de Franca


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Quando um cara está a fim de uma garota ele dá sinais que demonstrem que ele está interessado, correto? Não precisa ser nada gigantesco ou espalhafatoso. Basta um telefonema no final da tarde para a amada, um convite para um jantar romântico ou o interesse em conhecer os amigos dela. Já em Ele Não Está Tão a Fim de Você, que estreia hoje em Franca, como o próprio nome indica, a situação é oposta: o filme mostra situações em que se pode detectar quando o homem definitivamente não está interessado. No longa, um elenco estrelado, que inclui Ben Affleck, Jennifer Aniston, Drew Barrymore, Jennifer Connelly e Scarlet Johansson, dá vida a personagens que procuram identificar os sinais do sexo oposto, na esperança de viver uma história de amor. O filme é baseado no best-seller de autoajuda Ele Simplesmente Não Está a fim de Você (vendeu mais de 3 milhões de exemplares no mundo), publicado no Brasil pela Rocco, e escrito por Liz Tucillo e Greg Behrendt - ambos da equipe de criação da série Sex and the City. Como o livro não tem um enredo central, mas uma descrição de várias situações, a adaptação para o cinema surpreende por sua trama envolvente. Em Ele Não Está Tão a Fim de Você, a história envolve personagens que, interligados pelo trabalho, pela afinidade ou pelo acaso, vivem equívocos e armadilhas comuns em relacionamentos amorosos. Dirigido por Ken Kwapis (de Quatro Amigas e um Jeans Viajante), o filme tem como trama central a história de Gigi (Ginnifer Goodwin), uma garota que sempre passa horas ao lado do telefone esperando a ligação do cara que conheceu na noite anterior. Romântica incorrigível, ela sai com Conor (Kevin Connolly), que não liga no dia seguinte. Quando ela procura o rapaz em um bar que ele costumava frequentar, conhece Alex (Justin Long). É ele quem vai ser o conselheiro da garota e que irá lhe explicar que quando um homem não a procura é porque ele não está a fim. Como Gigi trabalha com Beth (Jennifer Aniston) e Janine (Jennifer Connelly), é de se esperar que ela conte às amigas os conselhos de Alex para entender um homem. A história fica ainda mais apimentada quando Anna (Scarlett Johansson) conhece o marido de Janine e se interessa por ele. <b>Regras podem ser úteis</b> Para a psicóloga Cecília Vilhena, da PUC-SP, as situações abordadas pela produção não são muito distantes da realidade de muitos apaixonados. Afinal, quem nunca ficou na dúvida se o pretendente estava ou não na sua? Sobre esses tais sinais que os parceiros transmitem, Cecília diz que é importante saber reconhecer o que é verdade e não ficar fantasiando ou criando expectativas demais. "Existem algumas mulheres um pouco carentes que criam histórias e imaginam que as coisas foram maiores do que aconteceram. Elas fantasiam e acreditam, por exemplo, que um rapaz, só por estar sendo simpático e educado, possa estar a fim dela", afirma. Para pessoas que fantasiam muito, a psicóloga tem uma dica ágil: "regras práticas, como as apresentadas no filme (como entender que quando ele demora a ligar é porque não está interessado), podem ser úteis". "Para mulheres assim, esses conselhos são bons para limitar essa fantasia", fala. Com a ajuda da psicóloga, a reportagem preparou um teste (veja apoio) baseado nas situações de <i>Ele Não Está Tão a fim de Você</i> para que você saiba se aquele homem que conheceu e que está mexendo com seu coração está ou não a interessado em você. Mas Cecília também faz críticas ao livro: "Como os autores defendem um ponto de vista, é lógico que isso vai ser feito de maneira um pouco exagerada e caricatural". <b>Criador de Lost retoma saga de ‘Star Trek’</b> Há sete anos, os "trekkers", como são conhecidos os fãs incondicionais de Jornada das Estrelas, não viam a tripulação da famosa nave Enterprise em ação nos cinemas. A espera foi longa, mas acabou com o lançamento mundial de Star Trek, 11º filme baseado na série de TV americana lançada em 1966 por Gene Roddenberry. Curiosamente, a tarefa de renovar a história e reascender a paixão nos fãs da frota estelar coube a um assumido não especialista da saga de Kirk - famoso na interpretação de William Shatner - e Spock: J.J. Abrams, um dos criadores da série Lost. Amparado por uma equipe de amantes da franquia, Abrams comandou uma audaciosa e certeira trama, que aposta no passado da tripulação da Enterprise. Em cerca de duas horas, ele apresenta o que seis diferentes séries de TV e dez filmes não mostraram: como foi que cada um dos tripulantes chegou a seu posto. Talvez uma maneira que ele encontrou de tornar a tarefa mais tranquila, já que Lost não seria nada sem seus engenhosos flashbacks. Logo de cara, o diretor apresenta ao público Kirk (Chris Pine) e Spock (Zachary Quinto, de Heroes) jovens. Enquanto o futuro lendário capitão leva uma vida inconsequente em busca de aventura, o humano-vulcano faz o possível para lidar com suas metades, uma lógica e a outra emocional. Em uma tentativa de descobrir suas verdadeiras identidades, os dois acabam se alistando como cadetes na frota estelar. Não demora muito para que eles se sobressaiam e se tornem extremamente competitivos. Desse estranhamento entre a dupla, nasce alguns dos melhores momentos de humor do filme. Quando finalmente conseguem fazer parte da Enterprise, os jovens entendem que precisam se unir contra um inimigo comum, o romulano Nero (Eric Bana), um homem ressentido louco para destruir planetas. A partir daí, quando começam a atuar juntos, os fãs podem esperar pelo melhor da fita. Ao surgir na pele de Spock mais velho, Leonardo Nimoy, que representou o personagem na série clássica e no cinema, amarra a trama a associando às demais aventuras de maneira a agradar aos seguidores mais fiéis da série. Com uma bela recriação do universo em que se passa no longa, a fita termina deixando no ar a sensação de que uma sequência - programada para ser de Abrams- pode surgir em breve. Vida longa e próspera a Star Trek.

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