A Igreja Matriz de Santo Antônio, em Tiradentes, vale uma visita mais calma e de muita observação. Construída em 1710, é uma autêntica representante do barroco português, com seu interior em madeira e revestimentos em folhas de ouro.
Depois de um século após sua construção foi fechada para reformas em sua fachada, que apresentava problemas. Ainda que extremamente rica em seus detalhes, foi considerada simples pelos padrões artísticos da época.
Assim, aproveitando-se do desenho de Aleijadinho, tendo por base o rococó mineiro, outros artistas deram jeito de inverter os padrões da construção original, dando mais ênfase à fachada, que ficou mais detalhada e simplificando o interior, com altares mais modestos, de novo de acordo com os padrões vigentes. Um órgão português construído em 1788 ainda funciona nas datas especiais e nos concertos de domingo.
Se sua intenção for fotografar a igreja, desista. A exemplo de tantos outros templos religiosos católicos nas cidades históricas, máquinas fotográficas e câmeras de vídeo são proibidas. Resta o consolo de um cartão-postal ou de percorrer suas cercanias, a começar pelo igualmente antigo cemitério, mantido ao lado da igreja, e onde são enterrados até hoje os membros da irmandade responsável por sua construção.
Não deixe de notar no chão de madeira, as largas tábuas numeradas. Era ali, sob os pés dos frequentadores, que estavam enterrados os corpos dos primeiros membros das tais irmandades.
Mas reserve muita bateria para o seu flash e cartões de memória adicionais. Apenas nas redondezas da Matriz de Santo Antônio você terá incontáveis motivos para disparar sua máquina centenas de vezes.
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