Filmagens podem melhorar desempenho


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QUASE LÁ - Guilherme Silva é um dos atletas dos Regionais
QUASE LÁ - Guilherme Silva é um dos atletas dos Regionais
As medalhas conquistados pela equipe francana de natação para pessoas com deficiência transformaram o nome da cidade como referência da modalidade na região. Mas como a intenção é sempre melhorar, o técnico Inaldo Wirz Júnior e o auxiliar-técnico Paulo Nazar apostam na tecnologia para conseguir um upgrade nos resultados de cada atleta. A partir deste ano o treino de cada atleta é filmado. Posteriormente todos assistem ao vídeo, observam os erros de cada um e mostram, individualmente, para cada atleta deficiente físico onde pode melhorar. "As vezes a gente fala e eles (atletas) não percebem. Este (a filmagem) é um recurso que estamos aprimorando. Mostramos o que é melhor para eles e eles se sentem bem. Se sentem atletas semi-profissionais", contou Inaldo. A dupla, que apostou na novidade, já nota uma melhora nos treinamentos. "Ajuda nos resultados porque motiva os atletas. Nos treinos, nós já percebemos que eles alcançam níveis maiores", disse Inaldo. Segundo o treinador, essa melhora se deve mais ao esforço pessoal de cada atleta do que ao recurso tecnológico. "Eles se cobram muito. Pela deficiência eles se cobram mais ainda e por isso vão evoluindo", completou Inaldo. [FOTO2] O recurso de vídeo também é utilizado por atletas de alto nível como César Cielo, Michael Phelps, entre outros. O baixo custo das câmeras de vídeo atualmente ou até mesmo máquinas fotográficas que fazem filmagens, permitem que os competidores de menor poder aquisitivo, também se beneficiem com o método. Não há nenhum dado oficial, mas, mesmo com o baixo custo dos equipamentos, acredita-se que com exceção dos atletas que representam o Brasil nos Jogos Para-Olímpicos, ou seja, os não-profissionais, poucos ou nenhum fazem uso do recurso em seus treinos.

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