Danos à saúde


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O filósofo Schopenhauer era praticamente surdo, vítima da poluição sonora. Para compensar, dizia que o barulho não está no espaço e que os sentidos que percebem dados no espaço seriam – os tetradimensionais – a visão e o tato. Era consenso entre os filósofos do século XVIII que os surdos eram deficientes de aprender e pensar. Eu tinha um vizinho que ficava batendo as portas do carro sem parar, a gente até olhava para ver o que era que ele tanto carregava ou descarregava, mas não era nada. Sua irmã nos dizia que era um distúrbio, problema de afirmação, e que o fazia para sentir que tinha carro. Batia as portas e, às vezes, deixava o carro ligado enquanto descansava no sofá. Quase o mesmo caso de alguns motoqueiros. A OMS (Organização Mundial de Saúde) diz que poluição sonora pode causar danos, exemplo de AVC (barulho aumenta a pressão arterial), abortos espontâneos, agressividade, estresse, depressão, problemas cardiovasculares, úlceras, labirintite, impotência, frigidez, desregulação do ciclo menstrual. A Bíblia fala que a poluição sonora veio do seio de Lúcifer (Isaías 14:11) e do rei Saul, que tinha um demônio montado em suas costas (I Samuel 16:23) que só sossegava com poluição sonora. (A leitora se manifesta sobre o artigo “Som do Inferno, de Ricardo Gallo Veríssimo, disponível para leitura em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=42824&materia= Som%20do%20inferno) Cláudia Franca - SP

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