Eu disse ao colunista Edward de Souza, deste Comércio, não faz muito tempo, que a sociedade em que vivemos é doente. Estamos todos, uns mais, outros menos, contaminados. O orgulho e seus tentáculos, entre eles a ganância, transformam o homem em “autocanibal”, ou seja, ele devora a si mesmo. A lei de preservar as matas ciliares é tão ou mais velha do que eu (74). Antigamente, exigia-se que 20 metros de matas nas margens do rio deveriam ser preservados sob a justificativa de evitar-se a extinção da fauna terrestre e ictiológica, além do assoreamento. O que se viu durante este tempo foi desrespeito total. Ainda rapaz, percorrendo de trem nosso interior, via-se rios que cortavam ou faziam divisas entre fazendas, totalmente sem matas em suas margens. Se tivesse havido preservação de apenas 20 metros em cada margem, poder-se-ía ter preservado tudo o que já perdemos. Residi até 1997 em Batatais (SP). A cana ainda não havia chegado, salvo em uma usina das proximidades. Agora, recebo a notícia que essa gramínea já chegou a Franca. É triste! Cumprimento o colunista por esse seu texto útil (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=42816&materia= O%20dedo%20de%20Deus). Um brado de alerta aos gananciosos!
J. Morgado
São Paulo - SP
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