Parabéns ao articulista deste Comércio, o Dr. Paulo Pereira da Costa, por seu artigo “Ausência” (leia em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=42687&materia= Ausência). Em nosso caso mais próximo, quero me referir à Serra de Rifaina, mais particularmente ao trecho conhecido como “curva da morte”. Em várias décadas, vários acidentes aconteceram ali, alguns gravíssimos – lembro-me, com tristeza, do caso do ônibus de estudantes de Sacramento e de outro, em que morreram 5 conterrâneos meus de Rifaina. Em todos estes anos os representantes públicos, eleitos pelo povo, não foram capazes de criar quaisquer iniciativas tecnológicas para conter a imprudência de motoristas nos 6 quilômetros de extensão da serra. O DER poderia ter instalado ali radares eletrônicos ou mesmo lombadas eletrônicas. Quem sabe, uma base da Polícia Rodoviária. Nada disso foi sequer discutido. Descaso puro de técnicos e políticos. A estes, a serra não dá votos. A implantação destes meios teria custos muito inferiores ao melhor “cimento”. Vidas não teriam se perdido lá. A falta de prudência de nossos representantes é incrível. Parece que têm interesse nesta região só em períodos eleitorais, quando voltam a prometer e a prometer. Agora vêm com três viadutos, necessários sim. O principal, que terá 250 metros de extensão, se não usar alguma das tecnologias que abordo neste texto, vai deixar o trecho ainda mais perigoso. Só haverá solução se existirem leis muito severas e que mexam para valer no bolso do cidadão. Digo aos representantes públicos de Rifaina e de Franca que não estão fazendo mais do que suas obrigações. Chegaram tarde, mas antes tarde do que nunca. E que não se endeusem. Poderiam ter evitado várias mortes se tivessem agido antes.
Camel Helu
Rifaina - SP
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