O ex-diretor da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura), Humberto Mazza, demonstrou estar muito abalado com a sentença. Ele tomou conhecimento da decisão liminar ontem, a partir do contato da reportagem, e fez questão de se isentar da acusação. "A Feac e seus diretores são vítimas. Apesar de figurar como réus, são vítimas da malandragem desse pessoal", afirmou ele em entrevista sem apontar nomes.
Mazza não é acusado de desviar dinheiro. Ele aparece como réu na ação civil pública porque até ano passado era o responsável por receber a prestação de contas das entidades esportivas, incluindo a Afa. De acordo com o Ministério Público ele teria se omitido diante das irregularidades e ter aceitado Carlos Roberto Coelho, que por ser funcionário público não poderia estar ligado à associação e assinar cheques da entidade. "A gente não se omitiu. Quando ficamos sabendo (da suspeita de desvio), (a verba) tudo foi suspenso", disse Mazza.
O atual presidente da Afa, Edson Luciano Ribeiro, informou que vai na segunda-feira no Fórum para ter mais informações sobre a ação. O presidente da Feac, Reginaldo Emídio, informou por telefone que não sabia da sentença e por isso não se pronunciaria. Carlos Roberto Coelho não quis comentar o assunto, o mesmo acontecendo com Ana Karolina Donzeli. Rodrigo Augusto dos Santos e Marysol Gaundenzi não foram localizados.
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