Dentista francano chega dos EUA com sintomas da gripe suína


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PREVENÇÃO SEM ALARDE - O secretário de Saúde de Franca, Alexandre Ferreira, orienta a população a evitar ambientes fechados, com ar-condicionado e aglomeração de pessoas
PREVENÇÃO SEM ALARDE - O secretário de Saúde de Franca, Alexandre Ferreira, orienta a população a evitar ambientes fechados, com ar-condicionado e aglomeração de pessoas
Um dentista recém-chegado dos Estados Unidos está sendo monitorado como o primeiro paciente suspeito de ter contraído o vírus H1N1, causador da gripe suína, em Franca. Segundo o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, o paciente não foi internado, mas será acompanhado por agentes da Vigilância Epidemiológica até que sejam conhecidos os resultados dos exames que fez na terça-feira passada. O rapaz, de aproximadamente 30 anos, esteve em Orlando, tradicional centro de lazer localizado no Estado da Flórida, sul dos Estados Unidos. Não foi informado se ele viajou acompanhado nem quanto tempo ficou na região. México e EUA concentram o maior número de pessoas contaminadas pela doença até agora, que, no entanto, já se espalhou por nove países, o que fez com que a OMS (Organização Mundial de Saúde) alertasse para o risco de uma pandemia (leia mais na página B-4 do Caderno Brasil). Ao voltar de viagem, o dentista se consultou com o médico infectologista Rubens Pereira Santos, do Hospital Regional. Apresentava alguns dos sintomas da doença, motivo pelo qual os exames foram pedidos. Na terça-feira, após ser notificada, a Secretaria de Saúde de Franca organizou um grupo para tratar do caso e avaliar o paciente francano. Nas palavras do secretário Ferreira, tudo foi “revirado” a fim de descobrir seu histórico, por onde passou, com quem esteve e se manteve contato desde sua chegada ao Brasil até a busca por ajuda médica. Procurado no hospital e em seu consultório, Rubens Pereira Santos não quis se pronunciar. Por meio de uma funcionária identificada por Cida, informou que não comenta aspectos clínicos que envolvam seus pacientes. Já na quarta-feira, o dentista teria ligado para Alexandre Ferreira dizendo que se sentia bem. O secretário, no entanto, reafirmou que a situação continua sendo acompanhada de perto e tratada sob a condição de suspeita. “Embora a sintomatologia clássica da doença (febre, tosse, dores nas articulações, entre outros) não tenha sido totalmente apresentada, estamos acompanhando tudo de perto”, afirmou Ferreira. Fernando Baldochi, chefe do serviço de Vigilância Epidemiológica de Franca, diminuiu a dimensão do problema, praticamente eliminando a possibilidade de que os exames apontem para o vírus da gripe suína. “Toda a sorologia necessária foi pedida e o paciente encontra-se bem. Mesmo o médico que o atendeu pela vigilância descartou a ocorrência da doença”, informou, reforçando que o monitoramento é feito com o acompanhamento constante do quadro de saúde do paciente, incluindo prescrição de medicamentos. Apesar da suspeita, o dentista não está internado. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, até as 17h30 de ontem, outros sete pacientes também eram acompanhados em todo o Estado de São Paulo. CUIDADOS ESSENCIAIS A principal orientação que a Secretaria de Saúde de Franca está dando às pessoas com viagens marcadas para a América do Norte, principalmente México, segue o mesmo procedimento que outros órgãos como Ministério da Saúde e Secretaria Estadual já adotaram: mudar a rota ou o destino. Se puder adiar a ida para as áreas de risco, melhor. Caso isso não seja possível, evitar ambientes fechados, com ar-condicionado e aglomerações de pessoas é recomendável. “O calor na região está beirando os 32 graus. É importante evitar condicionadores de ar ou aparelhos vaporizadores de água. Qualquer bactéria nessas condições se propaga rapidamente”, disse Alexandre Ferreira que considerou alarmista o tom com que a imprensa brasileira de uma forma geral vem tratando do assunto. Da cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos, o diretor-responsável do Comércio da Franca, Corrêa Neves Júnior, disse que as notícias dos avanços nos casos da doença aparentemente não mudaram a rotina da população americana. “Há uma preocupação maior nos noticiários do que no comportamento das pessoas propriamente. Muitas das conversas dos americanos comuns giram em torno da doença, mas sem que isso afete comportamentos. Os restaurantes seguem cheios, as lojas idem; as atrações turísticas também”, informou o jornalista.

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