Esporte entra em crise a três meses dos Regionais


| Tempo de leitura: 2 min
A falta de dinheiro não é problema exclusivo do time de futebol feminino da Francana, que perdeu o treinador Enderson Barbosa nesta semana devido à uma crise financeira e tem sua participação no Campeonato Paulista ameaçada. Outras 13 entidades esportivas da cidade passam pela mesma situação. Todas elas ainda não conseguiram se adequar às novas exigências da Prefeitura para receber repasses públicos e gerir suas atividades. Só duas associações conseguiram até ontem completar toda a burocracia exigida pelo governo municipal para ter seus planos de trabalhos submetidos à avaliação e conseguir firmar os contratos. Essa situação cria um alarme porque são essas mesmas entidades que mantêm os atletas das equipes de representação da cidade, participantes dos Jogos Regionais a ser realizados neste ano em Franca, em julho. O problema pode prejudicar o desempenho das equipes locais na competição. Além disso, elas participam da política de desenvolvimento do esporte com crianças e adolescentes em Franca. O presidente da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura), Reginaldo Emídio, confirmou a entrega de toda a documentação apenas por parte da diretoria da Afago (Associação Francana Artística e Ginástica Olímpica) e da Associação Kiai-Kan de Judô. Neste caso, as duas entidades agora aguardam o parecer de uma comissão especial avaliadora de seus planos de trabalho apresentados. Só depois disso será possível firmar o convênio e receber o dinheiro previsto. A Feac, autarquia da Prefeitura, é a responsável por receber a documentação das associações, avaliar os planos de trabalho e elaborar o contrato de parceria. A fundação tem disponível para conceder às entidades esportivas da cidade R$ 1.419. 829,11. A Afago aguarda a liberação de R$ 32.314,28 e a Kiai-Kan tem direito a receber R$ 80.451,91 pela parceria. ACOMODAÇÃO Toda a diretoria da Fundação Esporte, Arte e Cultura esteve na manhã de ontem em coletiva convocada um dia antes para dar explicações sobre a situação dramática do cenário esportivo da cidade. Segundo seu presidente, Reginaldo Emídio, faltam documentos (como plano de trabalho, prestação de contas do exercício 2008, comprovante de abertura de conta corrente própria para receber os recursos, dados contábeis) a ser entregue pela diretoria das associações à autarquia municipal. Ainda segundo o dirigente, houve comunicação oficial às associações sobre a falta dos documentos necessários para realizar o convênio entre as partes desde 24 de janeiro deste ano. "(A aprovação do convênio) segue determinações de leis. Elas passam por discussão no departamento jurídico, depois disso vão para a Câmara onde ocorrem discussões e evetuais prorrogação da votação. As entidades precisam entender. Estamos falando isso há mais de quatro anos, que deve existir a contrapartida (entrega de documentos). Nesses dois a três meses (para aprovação do convênio) elas precisam ter meios próprios de sobrevivência", disse Reginaldo Emídio.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários