Cuidar desde antes de nascer


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Realmente não podem esperar, mas, sem alternativas, esperam. Se por muito ou pouco tempo, depende do ponto de vista. Para quem espera, o tempo parece passar bem mais devagar. Para o assalariado o mês parece ter mais que trinta dias. Para o empregador um mês passa rápido demais. Para uma criança ou adolescente a idade de 18 anos custa a chegar. Converse com um idoso e ele lhe dirá que tudo passou rápido demais. Lembranças de fatos ocorridos há décadas parecem ter ocorrido ontem. A idade de 18 anos parece mesmo mágica. Nela se resolvem todos os problemas da adolescência. Não pela solução dos problemas propriamente ditos, mas porque não são mais problemas de adolescente e sim dos ditos “de maior”. Aí, haja cadeia, haja presídio, haja prostíbulo, haja estatística, haja paciência! Aliás, nem tanta, afinal, tudo passa rápido demais! Até da Febem (atual Fundação Casa) para a penitenciária; quando não, da vida para a morte... Passa-se do pai dizendo “não posso fazer nada”, do “tenho que trabalhar e não posso comparecer à reunião escolar do filho” para o mesmo pai afirmando “fiz de tudo para esse menino(a)” quando não houver mais jeito. José Rodrigues Arimatéia, Juiz da Infância e Juventude de Franca, em uma das muitas palestras que realiza nas escolas de Franca, contou que certa vez questionou um de seus mestres sobre qual seria o melhor momento para se educar uma criança. Seu professor respondeu dizendo “pelo menos 18 anos antes da criança nascer”. Acho que é isso! (O leitor se manifesta sobre Objetiva deste Comércio, disponível para leitura em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=42607&materia=Crianças %20não%20podem%20esperar). Éder Silveira Brazão Franca - SP

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