A terra treme, os móveis balançam, portas estalam e o corpo se desorienta de maneira inexplicável. Assim é a descrição de um terremoto para a imensa maioria que passa pelo trauma. São segundos que raramente chegam a minutos, mas que deixam como sequelas destruição e morte. O centro da Itália registrou neste mês um terremoto de 6,3 graus na escala Richter - que vai até nove de acordo com a intensidade do tremor.
O resultado da tragédia foi que em apenas 30 segundos cerca de 300 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas. Mas você já parou para pensar por que os terremotos ocorrem ou como eles se formam? Antes temos de entender um pouco sobre o nosso planeta.
A Terra é dividida em camadas que variam quanto as composições química e física. Essas camadas são a crosta, que é a primeira, formada basicamente por granito e basalto; o manto, que é a segunda, formada por minerais e cuja temperatura varia de 100 a 3.500 graus Celsius; e núcleo, que corresponde a um terço da massa da Terra e é composta basicamente de elementos metálicos.
Há ainda as subdivisões - litosfera, astenosfera e mesosfera. A crosta terrestre é formada por enormes placas de rocha, as chamadas placas tectônicas. Elas atingem oito quilômetros de profundidade sob os oceanos e 40 quilômetros sob os continentes.
As placas tectônicas formam um verdadeiro "quebra-cabeça" no globo terrestre, um tipo de "bola de capotão", em que cada retalho poderia se comparado a uma placa costurada uma na outra.
Por estarem em constante movimento, as placas tectônicas se chocam ou se raspam o tempo todo. Na maioria das vezes o mergulho delas é contido pelo atrito entre suas bordas, o que causa um acúmulo de energia. Os abalos sísmicos acontecem quando a tensão vence a resistência e as rochas se rompem, liberando a energia em forma de onda.
A propagação destas ondas, produzidas a partir de um ponto chamado epicentro, ocasiona o terremoto. A intensidade do tremor depende da quantidade de energia liberada e são medidas segundo a escala Richter, desenvolvida em 1935 pelo americano Charles Francis Richter.
<b>ONDE ELES OCORREM </b>
Ainda não se consegue prever com segurança e antecedência onde e quando os terremotos podem ocorrer. No entanto, vários países localizados sobre o encontro das placas tectônicas têm maior probabilidade de sofrer com os tremores. Segundo estudos recentes existem 52 placas tectônicas no planeta Terra, das quais 14 são grandes e 38 de tamanho menor.
O Brasil está fora de perigo. Ele se localiza sobre um única placa, o que torna muito difícil o acontecimento de um grande abalo sísmico. Países como Japão e EUA, por exemplo, sofrem mais com os terremotos, já que se localizam sobre o encontro de duas ou mais dessas placas. Apesar de ser difícil, o Brasil registra alguns abalos. Neste ano, o Estado do Acre registrou um 4,5 graus na escala Richter (imperceptível). O tremor ocorreu a 625 km de profundidade e foi detectado apenas pelo observatório sismológico da Universidade de Brasília.
No ano passado, um tremor de 5,2 graus foi sentido em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. O epicentro foi no Oceano Atlântico. Em novembro do mesmo ano, São Paulo também sentiu outro abalo, este em consequência de um terremoto ocorrido no Chile.
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