A educação em debate


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A exposição dos profissionais da área do ensino à violência é uma realidade. Um dos principais fatores é a omissão de alguns pais na educação moral dos filhos. Simplesmente os abandonam e transferem a responsabilidade para a escola. Não entendem que a formação moral é responsabilidade deles. Cabe aos pais a responsabilidade de ensinar os filhos, através do exemplo, da correção e do diálogo, a moral e os bons costumes, o que é certo ou errado. Deixando de fazer isto, torna-se rotina vermos alunos chegarem à escola e praticarem aquilo que fazem em casa e nas ruas. Vandalismo, ameaças, agressões, furtos, desacatos etc. Enquanto a já deteriorada instituição familiar estiver ruim não vejo solução imediata e duradoura para a triste rotina dos profissionais da educação. E vejam bem: eu só abordei uma das causas do problema! Joaquim Faria Cerqueira Franca - SP ***** Os sites continuam noticiando o caso de grupo de alunos do ensino fundamental, um deles com 11 anos, que ameaçaram professora mandando-lhe carta e uma bala de revólver. Claro que a professora não sabe o motivo de tanto ódio. Prometeram sequestrar seu filho pequeno, coisa lamentável, horrível, adulto... Ódio adulto! Tivemos no ano que passou centenas de alunos condenados, por terem reagido a agressões de professores. Parece que alunos têm que sofrer agressão e violência de toda ordem sem reagir. Que tipo de cidadão a escola está formando? Que esperam nossas autoridades ao blindarem só o professor? No ano que passou, segundo informações disponíveis em sites sérios, foram 2.491 casos de registros de violência contra aluno. A Secretaria de Educação de SP não divulgou nenhuma punição a professores. Apenas puniu com rigor os casos esporádicos de alunos que reagiram. Se o grupo de alunos quer matar a professora ou sequestrar seu filho, essa embaixada está embalada em muito ódio. Um grande ódio, o que é surpreendente em peitos ainda em formação. Esses alunos chegaram à conclusão que teriam que cometer esse tipo de crime por não acreditarem na justiça. Neste ponto, estão certos. Não existe nenhuma instância para onde direcionar denúncias de abusos e maus- tratos de professores. Se o estudante reage é transformado em demônio que ousou atingir a santa da professora. No caso de Franca, os alunos querem se vingar. Pelo modo horrível escolhido para a vingança, pode-se imaginar o que isso motivou. Pode não justificar, já que nada justifica violência, mas explica. O que conduziu os estudantes não interessa à imprensa. Afinal, aluno é apenas um marginal em potencial segundo alguns meios de comunicação que odeiam estudantes de escola pública. Aluno é o estorvo da escola e seu único problema. Nem de longe se lembra que aluno deve ser prioridade. Está tudo invertido na escola moderna. O sistema blinda o professor, esconde o que ele faz e, de modo tácito, concorda. Quem cala consente. O cenário do estudante é terrível: se reage, é punido, paga um alto preço. Ou vira bandido ou sofre abusos e violência sem reagir. Presido, em São Paulo, o Napa (Núcleo de Apoio a Pais e Alunos). Temos casos e casos para contar. Cremilda Estella Teixeira Franca - SP ***** É exatamente isso: medo, medo, medo... Mas o que podemos fazer? O que eu posso fazer? Ou você? As autoridades? A lei diz que aos menores são dados poderes absolutos. É aí que se metem em baderna, vícios, tráfico. Até arrisco dizer que os familiares desses alunos são escravos deles, de seus desejos loucos. Na verdade, somos nós mesmos que somos loucos. Permitimos tudo e ainda viramos a “cara”. As ameaças que voltam nos metem medo, medo, medo... Leonardo Cândido Barbosa Franca - SP

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