Inhotim: beleza biológica e obras monumentais


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Herbies multicoloridos - Fuscas coloridos fazem da exposição Troca-troca, de Jarbas Lopes
Herbies multicoloridos - Fuscas coloridos fazem da exposição Troca-troca, de Jarbas Lopes
Brumadinho é um município mineiro a 60 quilômetros da capital. A distância feita em estradas asfaltadas em que retas praticamente não existem dá a impressão, pelo tempo gasto, que ela é bem maior. Coberta por uma fina camada de poeira, gerada pela extração do minério de ferro, a cidade não é das mais atraentes, mas abriga um incrível cenário onde natureza e mão do homem se juntaram em harmonia. O Inhotim (sim, apenas isso) é um museu de arte e parque ambiental ocupando 45 hectares, boa parte da área originada por uma fazenda de café do século 19, cercada por uma mata nativa com 600 hectares. Era lá, diz a lenda, que existia um senhor apelidado de Tim. Daí, a conclusão para o nome. Ao passar por seu portão, o visitante leva um choque. A beleza das alamedas e dos jardins desenhados por Burle Marx esconde tanto uma incrível riqueza biológica quanto obras monumentais. A impressão que se dá é de estar em outra cultura, um outro país, ainda que muitos países desejassem possuir um Inhotim em seus domínios. Com acervo formado há mais de 20 anos, o Inhotim só foi aberto à visitação pública em 2006. Os espaços expositivos são divididos entre seis galerias dedicadas a obras permanentes e outras quatro, para exposições temporárias. A cada dois anos uma nova mostra é divulgada. Ao caminhar por seu jardim, o turista não consegue imaginar o que verá pela frente. Obras monumentais de artistas plásticos brasileiros e estrangeiros estão distribuídas aleatoriamente. Ainda que você não goste de arte contemporânea será impossível sair do Inhotim sem uma percepção bastante pessoal, mesmo que só a tranquilidade e a beleza do lugar sejam apreciadas. O acervo de arte é administrado por três curadores (um brasileiro, um americano e um alemão). Todo o projeto está sob a responsabilidade do Instituto Inhotim, que desenvolve ações educativas e sociais. Um restaurante com uma ótima estrutura e um cardápio de vanguarda, inimaginável, é o melhor que pode se querer para completar o passeio, que deve começar cedo, logo que a entrada é liberada, às 9h30. E se o lado consumista bater mais forte, uma loja oferece itens decorativos e de vestuário personalizados, com um preço um pouco salgado. Para saber mais: BH Conventionand Visitors Bureau (www.bhcvb.com.br); Belotur (31-3277-9777 - www.belohorizonte.mg.gov.br); Inhotim Brumadinho/MG (www.inhotim.org.br); Mercado Central de Belo Horizonte - Avenida Augus to de Lima, 744 Centro (www.mercadocentral.com.br); e Secretaria Estadual de Turismo (www.turismo.mg.gov.br).

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