Sindicato planeja ir de porta em porta


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<B>ACORDOS INDIVIDUAIS</B> - O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Paulo Afonso Ribeiro, durante assembleia realizada nos últimos dias; sem acordo com patrões.
<B>ACORDOS INDIVIDUAIS</B> - O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Paulo Afonso Ribeiro, durante assembleia realizada nos últimos dias; sem acordo com patrões.
O Sindicato dos Sapateiros comandado por Paulo Afonso Ribeiro promete sair a campo a partir de segunda-feira, 27, para tentar fechar acordos individualmente com as indústrias calçadistas de Franca. Em mãos, a proposta aprovada pela categoria em assembleia realizada na última sexta-feira - e que não poderá ser alterada nas negociações - que prevê reajuste de 7,5% nos salários, R$ 565 de piso, R$ 150 de abono escolar e 90 horas de participação nos lucros e resultados. Antes, porém, a entidade deve publicar um edital de greve nos jornais da região. A iniciativa, segundo Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato, visa garantir a estabilidade dos trabalhadores em caso de paralisação das atividades em alguma empresa. “A publicação deve acontecer até o fim desta semana. Os patrões têm de ser informados de que a possibilidade de greve existe. Assim os trabalhadores estarão protegidos pela legislação”, disse Ribeiro. A ação deve ocorrer de forma ordenada logo nos primeiros dias da semana e não há um número certo de empresas a serem visitadas, mas a expectativa da entidade é abranger a maior quantidade possível. De acordo com o sindicalista, as negociações começarão com uma tentativa de contato com a direção das fábricas para que o acordo seja fechado amigavelmente. Caso essa estratégia não funcione, o sindicato deverá reunir os trabalhadores daquela empresa, do lado de fora do próprio prédio onde trabalham, e pedir uma reunião com os empresários para a apresentação do acordo. Se ainda assim, a direção da empresa decidir esperar o dissídio coletivo ser decidido na Justiça ou uma posição do Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), a assembleia na porta da fábrica deve decidir se acatam a decisão da empresa ou se partem para a paralisação das atividades. “Há também aquelas empresas em que os patrões nem vão querer iniciar a negociação. Nesses casos nós partiremos direto para a mobilização dos trabalhadores e, se eles optarem pela greve, estarão protegidos pela legislação. Lembrando sempre que a negociação com o Sindifranca para termos uma convenção coletiva não está fechada”, afirmou o sindicalista. Conforme os acordos forem assinados, o novo salário passará a valer para os funcionários daquela empresa no mês seguinte. “Os trabalhadores das fábricas que fecharem com a gente este mês já devem receber o salário referente a maio com o reajuste. E a diferença dos atrasados (fevereiro, março e abril) deverá ser paga no quinto dia útil de junho e julho, juntamente com os salários do mês”, explicou Ribeiro. <B>DISSÍDIO</B> O Sindicato dos Sapateiros de Franca deu entrada anteontem junto ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) em Campinas no pedido para a solução do dissídio coletivo. A entidade espera que a Justiça mantenha as cláusulas da convenção de 2008 e conceda o reajuste de acordo com o índice da inflação medido pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “O Tribunal não deve entrar em questões como desregulamentação de jornada de trabalho, banco de horas ou novos compromissos sociais”, finalizou o sindicalista.

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