O Sindicato dos Sapateiros de Franca deu entrada ontem - último dia antes da data-limite estipulada pela Justiça para que haja uma negociação amigável com o sindicato patronal - no dissídio coletivo da categoria junto ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) em Campinas. A ação foi proposta em assembleia realizada na última sexta-feira e aprovada pela maioria dos 500 trabalhadores presentes.
A pauta de reivindicações protocolada prevê reajuste de 7,5% nos salários, R$ 565 de piso, R$ 150 de abono escolar e 90 horas de participação nos lucros e resultados.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro, a entidade já tem os próximos passos programados. “A partir de agora vamos começar a negociar diretamente com as empresas que queiram fazê-lo antes da decisão da Justiça”, disse Ribeiro sem, no entanto afastar a ameaça de greve.
“Vamos preparar a documentação necessária e publicar o edital de greve nos jornais da cidade até o fim desta semana para garantir o direito dos trabalhadores daquelas empresas em que os patrões não queiram negociar. Caso haja a necessidade de parar a produção, eles estarão protegidos pela lei de greve”, afirmou.
A pauta de reivindicações também havia sido protocolada junto ao Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca). Foram mais de três meses de negociações sem acordo. O sindicato patronal afirmou através de sua assessoria que prefere não se manifestar sobre a decisão dos sapateiros e a partir de agora vai acompanhar o caso na Justiça.
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