`Mexerica` condenado por matar agricultor


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BARBÁRIE - Bombeiros cavam na tentativa de encontrar o corpo de João Vitalino Moreira Neto, morto em dezembro de 2006; restos mortais da vítima só foram encontrados quatro meses depois do assassinato, sob uma cobertura de cimen
BARBÁRIE - Bombeiros cavam na tentativa de encontrar o corpo de João Vitalino Moreira Neto, morto em dezembro de 2006; restos mortais da vítima só foram encontrados quatro meses depois do assassinato, sob uma cobertura de cimen
A Justiça condenou a 15 anos de cadeia em regime fechado o desempregado Paulo Sérgio Molina, 38, conhecido como "Mexerica", por homicídio e ocultação de cadáver. Ele foi acusado de matar, em 2006, o agricultor João Vitalino Moreira Neto, 28, conhecido como "Beto", e enterrar o corpo no fundo de uma casa da Rua Benedito Merlino, no Jardim Guanabara. O sobrinho de Molina, Daniel Sanches Sampaio, 22, o "Dani", que o ajudou no crime, teve uma pena mais branda. Por auxiliar o tio a ocultar o corpo da vítima - sem participar do assassinato - foi condenado a 1 ano de prisão. As duas condenações ainda são passíveis de recurso. Denunciados nos artigos 121 e 211 (homicídio e ocultação de cadáver), "Mexerica" e "Dani" foram julgados pelo Tribunal do Júri de Execuções Criminais e receberam a sentença no final do mês passado. Ambos foram presos no dia 28 de dezembro de 2006, dois dias depois do assassinato, após cometerem um assalto a mão armada à residência do comerciante Aparecido Maldonado Ponce. Na ocasião, "Mexerica" foi baleado no braço durante troca de tiros com a polícia. O crime pelo qual foram julgados só foi descoberto em abril de 2007, quando agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) receberam denúncias de que "Mexerica" e Daniel Sanches haviam matado o agricultor e enterrado o corpo dele no quintal da casa onde moravam. Para não deixar pistas, cimentaram o local. Na época, a equipe de homicídios da DIG buscou a dupla na cadeia onde estavam presos pelo roubo para interrogá-los. Eles tentaram negar a autoria, mas, diante das provas juntadas pela polícia, acabaram confessando. João Vitalino foi morto no dia 26 de dezembro e seu corpo encontrado quatro meses depois. No dia 30 de abril, os policiais receberam a denúncia do crime. Após escavações no local a polícia encontrou a ossada e descobriu a violência do crime. "Beto" teve os pés amarrados com cordões e a cabeça coberta com uma camisa preta antes de ser morto. "Mexerica", além de confessar o assassinato, disse que tudo foi premeditado. Afirmou que matou "Beto" por ciúmes da mulher, que teria saído com a vítima. Ela também estava na casa e só não morreu porque conseguiu fugir. O imóvel era usado como ponto de venda e consumo de drogas e serviu para a armação da emboscada contra o agricultor. A mulher e João Vitalino foram convidados por "Mexerica" para usar drogas no local do crime. A mulher, ao chegar, foi trancada em um quarto, de onde fugiria pouco depois. A vítima foi dominada e teve pés e mãos amarrados. Sua cabeça foi coberta com uma camisa. Segundo declarou "Dani" em seu depoimento, seu tio amarrou uma corda no caibro de um quarto, enrolando-a em seguida no pescoço do agricultor. Depois, obrigou a vítima a subir em um balde e o chutou, matando o agricultor enforcado. A participação de Daniel, no entender da Justiça, foi prestar ajuda ao tio para enterrar o corpo.

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