Ganhar o salário de fome que os policiais do Estado de São Paulo ganham não faz deles desonestos, mas com certeza o lança a não arriscar seu pescoço frente a bandidos. Se o Estado não o valoriza como profissional, ele também não vai dar seu sangue para quem não se importa com a família que ele tem que sustentar. Imagine se seu patrão cortar seu salário pela metade e cobrar de você o mesmo grau de envolvimento e comprometimento que você tinha antes de seu salário ser reduzido. Quanto a privatizar, acho que primeiro deveríamos fazer isso com as escolas. Quem sabe se isso ocorrer, as pessoas possam escrever melhor e pregar idéias coerentes e mais intelegíveis.
Erasmo Tristão
Franca - SP
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