‘Mudança pede cautela’, diz professor


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Produzir calçados femininos pode ser uma boa saída para tentar driblar a crise econômica, mas na avaliação do pesquisador e coordenador do Ceder (Centro de Estudos do Desenvolvimento Regional) da Unifran (Universidade de Franca), Agnaldo de Sousa Barbosa, a mudança exige preparo e um marketing mais agressivo. Para Barbosa a produção de feminino é mais delicada e complexa, e exige um desenho mais arrojado e sofisticado. “As mulheres são mais exigentes e o mercado tem uma rotatividade maior, portanto o calçado feminino exige um design diferenciado”. O especialista alertou também para a concorrência do setor e disse que a troca de informações e a cooperação entre as empresas do setor favorecem a obtenção de melhores resultados. “Em Nova Serrana os calçadistas compram matéria-prima em conjunto, o que ajuda a diminuir custos. Muitas vezes até maquinário e estilistas são compartilhados”. Barbosa diz ainda que o feminino pode sim ajudar os calçadistas locais e, dessa forma, ganhar espaço na produção; mas, independentemente de sua força, não desbancará o calçado masculino de Franca.

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